A VERDADEIRA FELICIDADE

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Mensagem de Matt Kahn
19 de abril de 2017  

A verdadeira felicidade não é realmente um estado emocional positivo. É uma recuperação do poder interno que permite que cada resultado seja experimentado da maneira mais pura e inalterada. Para ser feliz, você deve resgatar o poder que entregou as pessoas, lugares e coisas que são usados para definir sua existência. Isto não significa que você não pode ficar insatisfeito ou desgostoso com o comportamento de outras pessoas. Em vez disso, você não depende mais das ações do seu ambiente externo para determinar a sua satisfação na vida. Confiar nos outros para o seu sentido primário de validação e realização é um jogo de codependência. Em termos espirituais, ele é definido como apego. Quando a codependência ou apego comanda a sua realidade, as mudanças nos outros podem abalar até o núcleo a sua base emocional.

Embora seja natural lamentar a perda (mudança de vibração) de entes queridos ou sentir o coração partido quando os relacionamentos terminam, o apego da codependência é mais uma necessidade de dependência dos outros para agir ou ser de uma determinada maneira, para que você se sinta bem. Em última análise, cada forma de codependência ou apego só pode levar à culpa e decepção. Ou seja, até que seu poder seja recuperado. Quando isto ocorre, sua felicidade é determinada pela qualidade de suas escolhas, em vez de depender do comportamento de outras pessoas.

A verdadeira felicidade é a liberdade de confiar que qualquer coisa pode ser de uma maneira particular, permitir que tudo seja exatamente como deve ser. A verdadeira felicidade nem sequer exige que você aceite, no entanto, as coisas parecem, já que a própria situação que você é guiado a aceitar é, no entanto, como você se sente na sua visão. Mesmo na presença de circunstâncias que você é incapaz de aceitar ou “se sentir bem”, quais são as escolhas mais corajosas e inspiradas que você pode fazer para trazer para o momento o tipo de pessoa ou situação que você gostaria de aprender ?

A verdadeira felicidade não se culpa pelas ações dos outros ou confia nos outros para a realização do seu bem-estar interior. Em vez disto, ela olha para o comportamento dos outros como cartões de memória que oferecem oportunidades para ancorar uma vibração mais positiva. Quando os outros são enganosos, a verdadeira felicidade é escolher tornar-se mais honesto. Quando os outros são cruéis, a verdadeira felicidade é escolher ser mais amoroso, paciente e gentil. Quando os outros são julgadores, a verdadeira felicidade é escolher tornar-se mais indulgente. Quando os outros são ignorados, a verdadeira felicidade é escolher estimar aquele que foi desconsiderado, deixado de lado ou negligenciado. Quando os outros estão controlando, a verdadeira felicidade é escolher se libertar e se mover em direção a novos horizontes.

Se você não está pronto para redefinir a sua felicidade pelas ações que toma, prefere permanecer preso no caos esperando pela aprovação dos outros, ou não deseja fazer mudanças em sua vida até que a humanidade mude primeiro, então você merece mais amor, não menos. Que hoje seja uma oportunidade para amar aqueles que vivem esperando a aprovação dos outros, negando-se a sua aprovação ao longo do caminho; Abrace aqueles cujo senso de totalidade é determinado pelo comportamento dos outros e até mesmo aqueles cuja inocência acredita os seres superiores tem algo a ver com a felicidade que procuram.

Compreenda que a verdadeira felicidade não pode ser afetada pelas ações dos outros, pois a felicidade é apenas um reflexo da qualidade de sua conduta pessoal. Se alguém ou qualquer coisa pode afetar a sua felicidade, então a verdadeira felicidade ainda não foi encontrada. Uma vez descoberta, nenhuma pessoa, lugar ou coisa pode afetar sua fonte infinita de serenidade, paz e poder, o que o coloca na melhor posição para desenvolver relacionamentos duradouros que sempre começam de dentro para fora.

Quantas vezes você precisa amar a si mesmo para que seus sentimentos não sejam determinados pelos outros ? A resposta a esta pergunta acontece através de uma vontade de se auto encorajar, apoiar, admirar e elogiar diariamente, se você quer mudar como se sente, eleve-se ao que você deseja constantemente, abrace aqueles que desejam que a vida seja diferente do jeito que ela parece ser.

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Direitos Autorais: ©Matt Kahn
Origem: truedivinenature
http://www.truedivinenature.com/blog/true-happiness

Tradução e Divulgação: A Luz é Invencível
https://portal2013br.wordpress.com/2017/04/22/a-verdadeira-felicidade/

O PERIGOSO CAMINHO EM DIREÇÃO AO DESPERTAR – Parte VII

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por Bernhard Guenther

SINCERIDADE E AUTO HONESTIDADE RADICAL

A parte mais importante no processo de trabalhar para o Despertar é a auto honestidade, sermos sinceros conosco mesmos. Como mencionado no início deste ensaio, mentiras para o eu são os mais prejudiciais e maiores obstáculos no autotrabalho esotérico e também o mais difícil de detectar.

À medida que ganhamos níveis mais elevados de consciência e conscientização, percebemos a responsabilidade que temos, o que “despertar” realmente significa e quão desafiante é realmente a liberdade verdadeira, pois ela implica abandonar o controle (a ilusão /limitação da vontade pessoal), percebendo que não podemos culpar alguém nem nada.

“O perdão é o movimento mais fundamental para a integração da luz e da sombra interior. Sem ele, encalhamos no pântano do juízo e da negação. É o fundamento da jornada xamânica que exige que mergulhemos nas águas da renovação perpétua. 

O perdão xamânico instiga uma dinâmica que emprega não só as emoções e o intelecto, mas chega ao próprio manancial do comportamento – o DNA – estabelecendo novos caminhos neurais e alterando o equilíbrio químico dentro do cérebro humano.

Desta forma, o campo eletromagnético, em seguida, mantém um sistema de apoio ressonante para o perdão, criando um diálogo interno de compaixão. Quando perdoamos, abraçamos absolutamente nossa capacidade de resposta dentro da interconexão de toda a criação. 

A porta de entrada para o caminho que conduz à transmutação do ciclo vida-morte-renascimento é aberta através do perdão, e é o derramamento da primeira camada de mortalidade, iniciando a jornada da vitimização para a criatividade “. – Juliet Carter

Quanto mais sinceros estivermos neste processo, mais detectaremos as armadilhas em que podemos nos apanhar, e quanto mais predominante torna-se a nossa Voz Interior (Espírito) à medida que cada vez mais “chega” a nós.

Quanto mais sinceros somos neste processo, menos poderemos fingir a nós mesmos – e ao mundo exterior (e aos outros) – ser alguém que “não somos”. Essencialmente, se trata de sair do esconderijo, dissolvendo os tampões e máscaras que encobrem o verdadeiro “eu”.

“Tenho encontrado ao longo dos anos, trabalhando com pessoas, as que tiveram despertares muito intensos e profundos, e a maioria delas tem medo de ser verdadeira, de ser realmente honesta – não só com os outros, mas com elas mesmas também. Naturalmente, o núcleo deste medo é que a maioria das pessoas sabe intuitivamente que, se elas forem realmente totalmente verdadeiras e totalmente sinceras e honestas, elas não seriam mais capazes de controlar ninguém.

Não podemos controlar alguém com quem temos sido sinceros. 
Só podemos controlar as pessoas se dizemos meias verdades, se aparamos o que é verdadeiro. 
Quando dizemos a verdade total, nosso interior está exteriorizado. Não há mais nada escondido. 

Para a maioria dos seres humanos, expor-se traz um medo incrível. A maioria das pessoas pensa: “Meu Deus, se alguém pudesse olhar dentro de mim, se alguém pudesse ver o que está acontecendo ali, quais são meus medos, quais são minhas dúvidas, quais são minhas verdades, o que eu realmente percebo, ficaria horrorizado “.

A maioria das pessoas está se protegendo. Elas estão segurando um monte de coisas. Elas não estão vivendo vidas honestas, verdadeiras e sinceras, porque se elas fossem fazê-lo, elas não teriam controle. Claro, elas não têm controle de qualquer maneira, mas também não teriam a ilusão do controle.

A maioria das pessoas não sai da infância sem ter muitas experiências de ser ferida por dizer a verdade. Alguém disse: “Você não pode dizer isso”, ou “Você não deveria dizer isso”, ou “Isso não foi apropriado”. 

Como resultado, a maioria de nós tem um condicionamento muito profundo que não é bom ser quem somos. Temos sido condicionados a acreditar que há momentos em que é normal ser verdadeiro e honesto, e há momentos em que não é bom ser.

A maioria dos seres humanos realmente tem uma impressão – não só em suas mentes, mas em seus corpos e suas emoções – que se eles são honestos, se eles são reais, algo ruim vai acontecer. Alguém não vai gostar. Eles não serão capazes de controlar o seu ambiente se eles disserem a verdade.

Porém, dizer a verdade é um aspecto do Despertar. Pode não parecer, porque é muito realizável e muito humano. Não é transcendente. Não se trata de consciência pura, trata-se de como a consciência pura se manifesta como um ser humano de uma maneira não fragmentada. 

Devemos ser capazes de manifestar o que percebemos, e também temos de nos conscientizar e começar a notar as próprias forças dentro de nós que nos impedem de manifestar veracidade em todas as situações.

Quase todas as vezes que faço uma palestra como essa em público, alguém vem até mim mais tarde e diz: “Você sabe aquela conversa que você deu sobre veracidade e honestidade e tudo isso?” – E eu, “Sim, eu lembro da conversa.” 

E vão dizer: “Bem, alguém apareceu no estacionamento mais tarde e decidiu que precisava me contar todas as coisas podres que pensava sobre mim, em nome da honestidade.” E eu meio que balanço minha cabeça. Eu hesito até dar palestras sobre esse assunto, porque é tão fácil de entender mal.

A verdade é um padrão muito alto. A verdade não é um brinquedo. Dizer o que é verdadeiro dentro de nós mesmos não é dizer o que pensamos; não é dizer a nossa opinião. Não é para despejar a lata de lixo de nossa mente para outra pessoa. Tudo isso é ilusão, distorção, projeção.

A verdade não é descarregar nossas opiniões sobre alguém. Isso não é verdade. A verdade não é dizer nossas crenças sobre as coisas. Isso não é verdade. Essas são maneiras que nós realmente nos escondemos da verdade.

A verdade é muito mais íntima do que isso. Quando dizemos a verdade, ela tem o sentido de uma confissão. Eu não dou significado a uma confissão de algo mau ou errado, mas eu expresso o senso de onde nós ficamos completamente fora do esconderijo. 

A verdade é uma coisa simples. 
Falar a verdade é falar de um sentido de vulnerabilidade total e absoluta.

Para dizer a verdade com alguma consistência, não só temos de encontrar cada lugar em nós mesmos que tem medo de dizer a verdade, também temos que ver a estrutura de crenças que temos que nos diz: “Eu não posso fazer isso.” 

Essas estruturas de crença são por sua própria natureza baseadas na irrealidade. Saber isso não é suficiente; você tem que realmente vê-las, para realmente perceber exatamente no que você acredita. 

Quais são as estruturas de crenças exatas que fazem com que você entre na Dualidade, ocasionando você entrar em conflito e se esconder? Só então você pode dizer a verdade da maneira que estou discutindo aqui.

Liberdade é a percepção de que tudo e todos conseguem ser exatamente como são. 

A menos que tenhamos chegado a esse ponto, que isso é como ver a realidade das coisas, então estamos realmente retendo a liberdade do mundo. Estamos vendo isso como uma possessão, e estamos apenas preocupados com nós mesmos. – Como posso me sentir bem? Como posso me sentir livre? 

A verdadeira liberdade é um presente para tudo e para todos. O importante é permitir que o mundo todo Desperte. Parte de permitir que o mundo inteiro Desperte é reconhecer que o mundo inteiro é livre – todos são livres para ser como eles são. 

Até que o mundo inteiro esteja livre para concordar com você ou discordar de você, até que você tenha dado a liberdade para que todos gostem ou não gostem de você, amá-lo ou odiá-lo, ver as coisas como você vê ou ver as coisas de forma diferente, até que você tenha dado ao mundo inteiro a sua liberdade – você nunca terá a sua liberdade. 

Esta é uma parte importante do Despertar, e é uma parte fácil de perder. 

Mais uma vez, se estivéssemos totalmente Despertos, seria impossível perder isso, mas a maioria das pessoas não Desperta totalmente de uma só vez. 

A ideia de liberdade é muito importante, no entanto. Todos conseguem ser como são. Somente quando se permite que todos sejam como são – quando você lhes deu essa liberdade, a liberdade que já possuem -, você encontra dentro de si a capacidade de ser honesto, autêntico e verdadeiro. 

Não podemos ser verdade enquanto aguardamos que outros concordem conosco. Isso nos fará contrair – “talvez eles não gostem do que eu digo; talvez eles não concordem; talvez eles não gostem de mim”. 

Quando estamos nos protegendo, também estamos privando a liberdade de todos os outros. 

Quando percebemos que somos o único Espírito que se manifesta como tudo e todos, na própria natureza dessa realização está a liberdade total para todos. Há um certo destemor nesta realização. 

As pessoas às vezes vêm a mim e dizem: “Bem, Adya, ainda há algum lugar interior” – e, eu acho, que está muitas vezes num lugar na infância – “tenho medo de ser o que eu sei que é verdade”. 

 Claro, eu vou dizer: “Você tem que olhar para ela, para ver você mesmo, como formou certas estruturas de crença com base no que aconteceu no passado. Você tem que olhar para ela e ver se essas estruturas de crença são verdadeiras.

“Mas também, precisamos reconhecer que não temos maneira de saber ou prever como o mundo vai nos receber. Parte de estar Desperto é estar disposto a ser crucificado. Se pensarmos que estar Desperto significa que o mundo inteiro concordará conosco, então estamos em uma ilusão total. Dentro da consciência humana há um tabu profundo que diz que não é certo perceber a verdade do ser. 

Eu não estou falando de fazer a pregação, necessariamente; eu estou falando sobre ser apenas o que você percebe. Este tabu diz: “Isso não está bem. Você será crucificado por isso; você será morto por isso.”

“Naturalmente, em nossa história humana, as pessoas foram mortas por isso. Temos uma longa história em muitas sociedades de se livrar ou matar seres verdadeiramente iluminados, porque a verdadeira iluminação não está de acordo com o “estado de sonho/adormecimento”. 

De fato, muitas vezes o estado adormecido se sente ofendido e ameaçado pela verdadeira iluminação, porque um ser verdadeiramente iluminado não pode ser controlado. Mesmo a ameaça da morte não pode controlar um ser iluminado. Assim, como um ser humano, não podemos ter essas ideias infantis que a iluminação significa “todo mundo me ama”. Talvez todo mundo vai amar você, mas mais provável que alguns vão e outros não. 

Mas quando você dá ao mundo inteiro a sua liberdade, então você faz um longo caminho para encontrar a sua própria liberdade. Estão ligados indissociavelmente, um para o outro.

A coisa mais importante não é que você tente convencer alguém da verdade que você vê. 
O que é realmente importante é que você seja verdadeiro com você mesmo.
Se você pode ser sincero consigo mesmo, então você pode ser sincero com qualquer um.

Não há utilidade real em se tornar excessivamente focado em ser verdadeiro com todos os outros. Embora isso seja necessário, o lugar para começar é com você mesmo – você pode ser totalmente sincero consigo mesmo? 

Você pode ir para aquele lugar que está além da culpa, além do julgamento, além deveria e não deveria?

Você pode ir para aquele lugar que é tão sincero que você não vai se afastar de qualquer parte de si mesmo que ainda está em conflito; você não usará a percepção da verdade para se esconder de algo que sente menor que colocar-se em liberdade? 

É realmente uma questão de sinceridade. Como eu disse, este não é um programa de autoaperfeiçoamento. Uma vez que você descobre o nível de sinceridade e honestidade que estou descrevendo, você descobre que sinceridade e honestidade são manifestações da natureza absoluta do ser.

Ser sincero consigo mesmo pode não ser fácil, inicialmente. Você pode ver coisas sobre si mesmo que você não quer ver. Você pode ver as partes de si mesmo que estão em contraste aparentemente forte com tudo o que você percebeu. No entanto, é aqui que o Despertar se move/avança; o Despertar se move em direção àquilo que não está acordado. 

A sinceridade é o que permite que esse movimento aconteça, e acontece se você é autêntico consigo mesmo. 

Sair completamente fora do esconderijo, estando disposto a ver cada ponto de fixação, cada maneira que você entra na divisão/fragmentação/separação, permite que esta parte da jornada continue. 

Quando isso acontece, você sente seu coração abrindo, sua mente abrindo; você sente abrindo-se em níveis que nunca imaginou possível. Esses níveis não são apenas transcendentes da Humanidade, mas também dentro da sua humanidade, porque não há separação entre seu ser humano e seu ser divino.

Sinceridade é a chave. 

Você tem que estar disposto; você tem que querer ver tudo. 
Quando você quiser ver tudo, você verá tudo.

Muitos estudantes que recebo têm a ideia inconsciente de que a iluminação significa que alguém deve ser capaz de sentir felicidade total, beatitude total e total liberdade em qualquer situação. Esta é uma das crenças inconscientes que muitas pessoas têm sobre o Despertar, e é outra percepção errada. 

Se você acredita na percepção equivocada de que a Iluminação é apenas sobre felicidade, bem-aventurança e liberdade, você será motivado a transcender ou escapar dessas áreas da sua vida que sinta menos do que totalmente funcional/viável.

Mas, mais cedo ou mais tarde, à medida que nos tornamos mais Despertos, descobrimos que há cada vez mais pressão para encontrar e lidar com as áreas de nossas vidas que temos evitado, em que somos menos do que plenamente conscientes.

Eu descobri que muitas pessoas ficam muito assustadas quando começam a perceber onde todo esse movimento de Despertar está movendo-as, que está levando-as para uma área onde elas serão convocadas a serem excepcionalmente honestas e reais e que saem completamente fora do esconderijo. 

Isto é contrário à ideia do Despertar ser simplesmente uma transcendência da vida, a descoberta de um refúgio seguro em alguma experiência interior onde não temos de lidar com a vida como ela é. 

O DESPERTAR É, DE FATO, exatamente o oposto: É UM ESTADO DE SER NO QUAL ENCONTRAMOS A CAPACIDADE DE LIDAR COM NOSSAS VIDAS COMO ELAS REALMENTE SÃO. 

Mas como eu disse, muitas pessoas têm medo dessa parte do processo, porque exige que saiamos do esconderijo em cada nível (todos). ” ~ Adyashanti, O Fim do seu Mundo

Sair do esconderijo – e ser sincero consigo mesmo – pode ser particularmente desafiador para as pessoas que predominantemente VIVEM EM SUAS MENTES (presas no ASPECTO MASCULINO DA CONSCIÊNCIA). 

Esta personalidade possui um intelecto forte que tem a capacidade de racionalizar e autojustificar tudo (incluindo a elaboração de uma personalidade exterior inteligente), especialmente em relação às mentiras decorrentes da personalidade falsa – também

TEM UMA TENDÊNCIA A FICAR PRESA NA ANÁLISE – PARALISIA , SENDO INCAPAZ DE RECONHECER QUALQUER COISA “ACIMA / ALÉM” DE SI MESMA, ou seja, a inteligência superior do Divino e Espírito. 

Presas em laços dominantes do pensamento e na mente racional, a Porta para o Divino é, portanto, fechada – elas são reduzidas/desunidas/ fragmentadas para dentro da prisão da “mente do macaco”. 

O mecanismo subjacente por trás desse comportamento é, na verdade, o medo inconsciente, decorrente da identificação do ego. 

Medo da perda de controle. Medo de entrega ao fluxo da vida/Tao (com o resultante medo ilusório do caos) que é baseado no medo da Natureza (O ASPECTO FEMININO DA CONSCIÊNCIA) e, essencialmente, o medo do Amor verdadeiro e da Liberdade. 

Também se liga ao medo de ser “insignificante”, medo de não ser “forte” (medo de parecer como “fraco”), medo de “não saber” ( essencialmente “do desconhecido”) e medo de como os outros nos percebem se nos abrimos para expressões mais profundas e autênticas de humildade e vulnerabilidade.

“UM HÁBITO PERIGOSO ESTÁ NUMA AUTOJUSTIFICAÇÃO CONSTANTE. 

Quando isto se torna forte no buscador, é impossível transformá-lo nesta parte do ser para a consciência e ação corretas, porque a cada passo sua preocupação é justificar-se. Sua mente se apressa imediatamente para manter sua própria ideia, sua própria posição ou seu próprio curso de ação. 

Ele está pronto para criar qualquer tipo de argumento, às vezes o mais desajeitado e tolo ou inconsistente com o que contestou momento antes [mas não óbvio para ele], por qualquer tipo de declaração ou qualquer tipo de mecanismo. 

Este é um mau uso comum, mas não inferior a um mau uso da mente pensante; porém, leva-lhe proporções exageradas e enquanto ele se mantiver a ela, será impossível para ver ou viver a Verdade.” ~ Sri Aurobindo, O Yoga Integral”

“Se o homem não aceitar sua situação e, em particular, o seu Interior, como lhe parece, graças a breves iluminações da consciência do verdadeiro “eu” – se ele for obstinado contra toda evidência, justificando sua Personalidade protegendo-se por trás da lógica, da legitimidade e da justiça, ele então virará as costas à vereda Do Acesso, e empurrou-se ainda mais no deserto. 

Ninguém pode alcançar a vereda do Acesso ao Caminho [da união com o Divino], sem antes passar por uma falência interior; um colapso moral [desilusão/desencantamento]. ” – Boris Mouravieff, Gnosis

CONTINUA…  (A VIDA COMO UM CATALISADOR E PROFESSOR)

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DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br

DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com

https://veilofreality.com/2017/01/29/the-perilous-path-towards-awak…

Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br

O PERIGOSO CAMINHO EM DIREÇÃO AO DESPERTAR – Parte VI

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por Bernhard Guenther

A Armadilha do Salvador e Consciência do Mártir

No outro lado da moeda da Vítima está o complexo de Salvador/Mártir, que se liga à armadilha de “acordar/ajudar os outros”. Este estado inflacionado – sendo identificado com o “salvador” – baseia-se na ilusão de que há algo “errado” com a realidade (como na força criadora da Fonte/ Deus/Universo de onde todos se originam/é manifestado) – de alguma forma um “erro” e, portanto, precisamos “salvar” ou “consertar” o mundo.

Ao assumir o “ponto de vista de Deus” e, portanto, resultando em um sentimento de grandiosidade e sentimentos de “ser peculiar/especial” (complexo de superioridade), essa armadilha está ligada ao equívoco do que é realmente o “mal” e como ele opera dentro da Dualidade da Luz e da Escuridão.

Não significa apenas apoiar qualquer um, mas sim, ativamente engajar-se na evolução da consciência, com todas as lições coletivas e pessoais contidas dentro.

O complexo de salvador também é muito comum em pessoas que são excessivamente identificadas com o conceito de “viajante/renegado/ semente estelar/família de luz”, que seu ego sequestra para colocar-se em pedestais enquanto “olha para baixo” Mencionado anteriormente na armadilha de superioridade. Este tópico é explorado em profundidade neste ensaio: Wanderers, Propósito e Trabalho Esotérico nesta Época de Transição.

Ele também se relaciona com pessoas que estão muito ligadas (e identificadas com) o que eles percebem como sua “missão” e “propósito”. Enquanto todos nós temos nossos chamados individuais na vida – que podemos (e devemos) ser apaixonados – é importante ter em mente que o propósito não é uma definição, mas um processo, e deve ser visto à luz da evolução da nossa alma individual, e como ela se alinha com nossos talentos exclusivos, nosso desenvolvimento e nossas lições para aprender.

No momento em que a ambição, o orgulho, a vontade de fazer ou a necessidade de “provar a nós mesmos”, não estão alinhados com o espírito interior, mas sim com a consciência do ego … os desejos assumem e a matrix nos tem.

O complexo de mártir é uma forma ainda mais exagerada do complexo salvador – é ativado sempre que sentimos que precisamos sofrer “pelos outros”, e nos orgulhamos de carregar o peso do mundo sobre nossos ombros.

Mostra-se quando nós orgulhosamente “ostentamos” como estamos sendo “atacados” sobre o que nós fazemos (ativismo ou falando), e às vezes desnecessariamente nos colocamos em situações comprometedoras para provar de algum modo como estávamos certos desde o início.

Esse comportamento também se baseia na falta de consideração externa e envolvimento estratégico. Relaciona-se também com a profunda programação religiosa dogmática, especialmente com a ideia cristã de que “Jesus morreu por nossos pecados” e se vincula ao programa coletivo salvador externo, com as massas procurando alguém para salvá-los/guiá-los (baseadas em programação autoritária).

A fim de evitar qualquer dessas armadilhas (ou puxar-nos para fora deles novamente se cair em uma), humildade e modéstia são assistentes-chaves em um nível básico de fundamento:

“Goste ou não, a humildade só existe na esteira da arrogância. Poucas pessoas conhecem a humildade por si mesmas ou optam por ela imediatamente. A maioria de nós caiu em arrogância e egoísmo e falharam. Nós enxergamos a humildade depois de ter testado completamente a alternativa.

A verdadeira humildade é uma escolha que fazemos cada vez que há um confronto e, a menos que uma pessoa esteja extremamente confortável, segura de si e segura, ela não pode facilmente ser humilde. A pessoa dinamicamente modesta escolhe ser humilde de intensidade. A humildade das Mudanças [I Ching / Yijing] é um poder ativo. Como tal, é mais do que uma posição moral: é uma virtude.

A humildade é semelhante à compaixão – pelo menos no sentido de que a verdadeira compaixão significa estender a energia e os talentos em benefício dos outros. Não se pode ser misericordioso a partir de uma posição de fraqueza. […] Permanecer humilde, mesmo quando você está sob grande coação, permanecer autocontrolado em face de insultos e recusar-se a intimidar os outros com sua postura e poder são exemplos de humildade da vantagem de grande força.

Aqueles que são humildes irão gradualmente descobrir outras vantagens. Eles não hesitarão em ir além de si mesmos. Com nada a provar, eles estão dispostos a explorar novas situações. É verdade que eles podem cometer erros. Eles podem até mesmo sofrer constrangimento. Mas a pessoa humilde reconhece e aceita isso. Os imodestos cometem erros também – mas eles tentam esconder seus erros e negar sua falibilidade. Isso piora seus erros e aumenta seu isolamento.” – Deng Ming-Dao, “O Vivo I Ching; Usando a sabedoria chinesa antiga para dar forma a sua vida “(Hexagrama 15)

O CAMINHO PARA O TEMPLO DOS SEGREDOS

“O Templo dos Segredos está localizado em uma montanha alta, e em toda parte espinhos estão cobrindo o caminho que conduz ao Templo. A altura inconcebível e misteriosa da montanha é a razão pela qual muitas pessoas duvidam da existência do Templo dos Segredos. Alguns pensam nisso como um conto de fadas, alguns consideram um velho mito e outros acreditam que ele é a verdade.

À entrada do caminho estreito encontra-se a Ignorância, com as irmãs Estupidez e Preguiça, e contam histórias terríveis aos viajantes e as horríveis aventuras que os eles encontrarão se pisarem neste caminho. É assim que os seres humanos preguiçosos e seres humanos temerosos podem facilmente ser persuadidos a voltar atrás.

Há alguns seres humanos em que a Ignorância tenta seus enganos em vão. Eles escalam a primeira parte do caminho íngreme espinhoso, e quando eles estão a meio caminho até a montanha, eles alcançam um planalto em que encontram o Templo do Amor-Próprio. 

Junto a este Templo está a Autopresunção, o Orgulho e o Conhecer-tudo e eles oferecem ao viajante um cálice, do qual bebe seu próprio Eu em grandes goles e assim se intoxica consigo mesmo, com seu próprio “eu”.

Estes viajantes tornam-se então tão intoxicados consigo mesmos que imaginam que o seu Templo, o Templo do Amor-próprio é o Templo dos Segredos e não há nada, mas nada, acima deles. A inscrição neste templo, o Templo do Amor-próprio, diz o seguinte: O Santuário da Sabedoria do Mundo.

Desejos, paixões e desprezo são os servos destes sacerdotes. No entanto, aqueles cujo coração procura a verdade não vai encontrar qualquer satisfação com isso e eles vão continuar a procurar.
A poucos passos deste Templo você encontrará uma cabana muito isolada, habitada por um eremita, com a seguinte inscrição acima da porta: A Residência da Humildade.

O homem que vive aqui guia os estranhos para a residência da humildade, que por sua vez leva-os ao autorreconhecimento. Esta Divina Beleza se torna companheira do viajante, e com ela, ele conquista a inacessível montanha. Quem tenta chegar ao Templo dos Segredos sem esta Beleza Divina pode facilmente ser enganado pelo seu Amor-próprio e, como resultado, seguirá o caminho errado.

Sua ganância pelo conhecimento o levará ao Templo da Curiosidade. Os habitantes deste Templo são: a fraude, a sedução e o engano, os fundadores da maioria das sociedades secretas e aqueles Seres Humanos que, em busca da Verdade e do Templo dos Segredos se eles se juntarem a essas Sociedades Secretas, serão roubados da capacidade de ver com sua Alma. Eles são então levados para o topo da montanha, onde eles caem no abismo ou no labirinto ou desorientação, eles andarão em círculos pela eternidade sem encontrar a Verdade.

A Humildade sozinha é o melhor guia. Isso por si só levará o buscador ao Mestre dos Professores de todos os segredos. Este Mestre Professor é a Pura Vontade. Esta Vontade Pura torna-se o amigo mais elevado do conhecimento e eles entram em um vínculo de união eterna [Divina Vontade].

O conhecimento dos efeitos da Luz Eterna da Piedade em todos os seres criados é a Verdadeira Magia na Teoria. A concepção desta Luz, ou a transição do intelecto para a Vontade, é a Verdadeira Magia na Prática.”- Von Eckarthausen, Magic: Os Princípios do Conhecimento Superior, 1788

FORÇAS HOSTIS OCULTAS FOCAM O BUSCADOR

As armadilhas acima mencionadas na jornada de Despertar relacionam-se mais com nossa atitude interior e com os insights, experiências e conhecimentos espirituais (incluindo o conhecimento de como a matrix funciona), que levam o ego a acreditar que é o eu que desperta.

A maneira como eu uso o termo “ego” é em relação a identificar com quem “pensamos” que somos, a personalidade condicionada ou qualquer coisa que “façamos” com base na ilusão de estar separado, preso num estado de consciência fragmentado, isto é, Falta da totalidade (que é também o resultado da divisão do homem e da mulher internos que aparece na divisão corpo-mente que é tão prevalente na nossa sociedade moderna).

No entanto, todas as armadilhas mencionadas anteriormente também são “reforçadas” por interferências hiperdimensionais e ataques que estão fora da nossa estrutura de ego ou questões de sombra – tão importante quanto o trabalho de sombra é de uma perspectiva junguiana, tem suas limitações no trabalho psicológico em geral, que abordamos neste ensaio.)

As forças hostis ocultas nos afetam de mais maneiras do que estamos conscientes, especialmente com aquelas pessoas que estão ativamente envolvidas em atividades de conscientização, autotrabalho espiritual, buscando a verdade , e falando sobre isso.

Seja através de nossas próprias mentes, como ataques psíquicos ou apegos de entidade, ou forças trabalhando através de outros que estão sendo usados como “portais” para nos desviar do nosso caminho, a vigilância é essencial.

Pense no agente Smith sendo capaz de se injetar em qualquer personagem no mundo virtual no filme “The Matrix”, tentando impedir Neo de despertar para suas habilidades reais. Assim, as pessoas cego-cognitivas – pessoas que estão dormindo, conectadas à Matrix, a grande Ilusão – podem tornar-se “ferramentas” inconscientes e marionetes da Matrix, implantando táticas como pressão social/ostracismo social para garantir que ninguém salte da linha.

“Além dos fracos e indefesos, os vampiros [escondidos] procuram pessoas que estão à beira de um salto quântico, evolucionário na consciência, mas ainda não integraram completamente suas realizações e saem do outro lado. Esses indivíduos estão em uma condição energeticamente sensível e “carregada”, e sua abertura e vulnerabilidade convida as entidades vampíricas para ajudar a si mesmas, e engolirem a luz da consciência crescente da sua presa. 

Paradoxalmente, porém, prosperando na ausência de luz, pode-se dizer que os vampiros são “comedores de luz”, à medida que atraem e consomem a luz pertencente aos outros no buraco negro cavernoso de seu vazio inato. Resumindo, os vampiros querem encurralar a energia, na luz, para centralizar seu poder e controle.

Incapaz de gerar a própria fonte de energia de luz, eles precisam roubar e usar as reservas dos seres em escravidão aproveitando-as para eles. Os elementos emergentes positivos e saudáveis da outra pessoa são cooptados, neutralizados ou corrompidos. 

Uma vez que sua vítima é encurralada, o vampiro literalmente quer manter seus cativos sob fechadura. Paradoxalmente, os vampíricos tentam destruir a luz dos outros, pois os lembra do que eles mataram em si mesmos, enquanto simultaneamente tentam se apropriar da luta por si mesmos.

Os detidos/aprisionados veem seu trabalho como “aferrolhado” nas expressões criativas do amor, porque o amor genuíno ameaça seu reino de terror. A estratégia desses predadores é distrair-nos para manter nossa atenção direcionada para fora, impedindo-nos de encontrar a luz dentro de nós mesmos, que “mataria” os vampiros. Se levarmos um espelho e refletirmos de volta a loucura sendo exibida por aqueles atingidos pela psicose, corremos o risco muito real de sermos acusados de ser os que estão loucos.

Se conseguimos nos conectar com a luz dentro de nós mesmos e tentar compartilhá-la com outras pessoas, essas entidades vampíricas não-locais (o que eu tenho em escritos anteriores chamados de “demônios não-locais”, não ligados pelas leis tridimensionais do espaço e do tempo), tentarão, através de suas “conexões” com o campo não-local, parar, influenciando outras pessoas a se voltarem contra nós.

Este processo pode nos destruir, ou, se tivermos o objetivo-consciencial para ver o que está acontecendo e somos capazes de navegar com habilidade nosso caminho, pode servir para fortalecer nossa intenção, aprofundar nossa conexão com a luz da lucidez [dentro], aprimorar nossa habilidade de transmitir criativamente nossas realizações, e cultivar uma compaixão mais aberta. É como se esses vampiros psíquicos, não-locais fossem guardiães do limiar da evolução “. – Paul Levy, Dispensando Wetiko

Há forças altamente conscientes cujo único objetivo, aparentemente, é desencorajar o buscador (espiritual) e desviá-lo do caminho que ele escolheu. O primeiro sinal de sua presença é facilmente perceptível: a alegria é nublada, a consciência está turva, tudo fica envolto numa atmosfera de melodrama e tristeza.

A ANGÚSTIA PESSOAL É UM SINAL SEGURO DA PRESENÇA DO INIMIGO. 

Melodrama é um assombro favorito destas forças; que é como eles são capazes de criar o maior estrago, porque eles jogam com um parceiro de equipe muito velho dentro de nós, que não pode ajudar a amar o melodrama, mesmo quando ele clama por alívio.

Primeiro, eles geralmente fazem questão de nos forçar a tomar decisões súbitas, extremas e irrevogáveis, a fim de nos afastar o mais possível de nosso caminho – uma vibração exigente e exigente que exige a adesão imediata; – ou então, desmontam, com notável habilidade, todo o sistema de nossa busca para provar que estamos nos iludindo e que nossos esforços não serão nada; mais frequentemente, PROVOCAM UM ESTADO DE DEPRESSÃO, brincando com outro colega de equipe bem conhecido dentro de nós, a quem Sri Aurobindo chama de homem das dores(*): um companheiro. . . cobrindo-o com sete casacos de tragédia e tristeza [autopiedade], e ele não sentiria sua existência justificada se não pudesse ser colossalmente miserável.

(*) Nota Stela – sugiro a leitura deste texto: “ECKHART TOLLE – O CORPO DE DOR”

O método para lidar com essas forças adversas é o mesmo que para as outras vibrações: SILENCIO, QUIETUDE INTERIOR que permite a tempestade parar. Podemos não ter sucesso na primeira vez em dissolver esses ataques, mas cada vez mais eles parecem ter lugar na superfície do nosso ser; podemos estar abalados, desnorteados, mas no fundo sentiremos a “Testemunha” em nós, ilesos e inalterados – o ser nunca afetado.

NÓS CAÍMOS E VOLTAMOS NOVAMENTE, CADA VEZ FICANDO MAIS FORTES. 

“O único pecado é o desânimo. Na prática, o candidato [sincero] será muito mais exposto do que outros [seu objetivo é uma ameaça à Agenda da força hostil oculta].” – Satprem, “Sri Aurobindo ou a Aventura das Consciências”

Qualquer pessoa que esteja à beira de um verdadeiro Despertar irá atrair a atenção dessas forças, e nem sempre é o resultado de ter pensamentos negativos ou uma atitude negativa (como é alegado na versão distorcida New Age da “Lei da Atração” ).

A razão simples para seus atos sinistros é que eles não querem perder sua fonte de “alimento”, e assim eles tentam descarrilar você no meio de sua mudança de frequência (como resultado do processo de Despertar).

Eles visam especialmente os nossos ângulos mortos, feridas e identificações ego-predominantes, que são diferentes para cada um de nós. Por exemplo, se você tem uma síndrome de “cavaleiro branco” intrinsecamente incorporada, eles aumentarão seu complexo salvador, além de induzi-lo à armadilha de (com força) tentar acordar/ajudar os outros.

Ou, por outro lado, se você sofre de baixa autoestima e autopiedade (na maioria das vezes devido a trauma passado/criança ferida), eles irão aprimorar o complexo de vítima. O mesmo vale para o complexo de superioridade, e assim por diante. Qualquer coisa que eu mencionei na seção de armadilhas pode e será aumentada por interferência hiperdimensional e injeções de pensamento.

É por isso que, à luz do processo de despertar de uma perspectiva absoluta, a parte mais importante da experiência é sair da mente e não identificar-se com quaisquer pensamentos que residam ali, independentemente se eles vierem de nossa própria estrutura interna do ego, ou são infundidos através de inserções “externas”.

A saída é instilando um estado de ser não-reativo calmo e aterrado, ancorando a uma frequência mais elevada incorporada, o que resulta em ativar nosso modelo original antes da modificação genética de modo a transcender a matrix.

Mas antes que possamos fazer isso, precisamos limpar a embarcação dentro, e isso é muito mais difícil do que lutar contra a matrix externamente (o que é inútil de qualquer maneira, no final do dia), especialmente quando fica preso em suas manifestações 3D.

É através dos “erros” e dos ataques que aprendemos e crescemos – no final do dia, mesmo essas forças (se estão trabalhando através de outros ou nos focando diretamente) são nossos “professores”, fazendo-nos conscientes de onde nosso trabalho é exigido dentro de nosso veículo interno.

Quando tudo está dito e feito, estas são apenas lições e iniciações para nos ajudar a tornar-nos mais conscientes e conscientes. A armadilha reside na possibilidade de que possamos ficar presos em uma prisão de vibração mais baixa (ou puramente “pensar -3D “), e ficar atolado em negativos “laços emocionais”, projetando-os sobre os outros e o mundo em geral.

“Embora nem sempre sejamos a fonte de injustiças contra nós, somos a causa de sua entrada em nossas vidas. A Matrix, mesmo com todos os seus desequilíbrios e corrupção por parte das entidades de livre arbítrio que ultrapassaram o seu lugar na natureza, é, no entanto, um programa de aprendizagem inteiramente sensível à nossa própria ignorância e fraqueza.

PODE SER UMA ESCOLHA DO PREDADOR PARA ATACAR, MAS É NOSSA ESCOLHA ACEITAR O ATAQUE E SUCUMBIR A ELE.

O sistema de controle Matrix só pode nos desviar através dos elementos dentro de nós que correspondam à sua baixa natureza vibratória. Se ignorarmos nossa intuição, tivermos pontos cegos em nossa consciência, ou nos engajarmos em sentimentos e comportamentos sórdidos, então estas são as alamedas nas quais estamos.

OS ATAQUES SERVEM PARA IDENTIFICAR NOSSAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS, FORNECENDO ASSIM O FOCO PARA ONDE DAR O PRÓXIMO PASSO NO CAMINHO DE UM DESPERTAR ESPIRITUAL.

No sentido absoluto, o Sistema de Controle de Matrix serve para acelerar seu crescimento espiritual e, embora seus agentes o vejam como o inimigo, saiba que você pode utilizá-los como professores. Você não precisa procurá-los, pois eles o encontrarão à medida que você progride no seu caminho de aprendizado. Mais importante ainda, saiba que você nunca receberá qualquer coisa que você não possa escolher para lidar com sucesso. “- Tom Montalk

“Há sempre um teste espiritual antes de ser capaz de atingir a próxima fase de poder. Cada vez que você tem que fazer progresso, você tem que passar por uma prova. Quando as manifestações divinas ocorrem, elas também têm que passar por grandes dificuldades e sofrimentos como resultado de oposições de forças escuras e anti-divinas que tiveram um domínio sobre a Terra desde a criação. 

Esses poderes escuros sempre se opõem às novas Luzes porque não querem desistir de seu domínio sobre a Terra e às vezes sua hostilidade toma a forma de guerra na Terra [criada e iniciada por forças ocultas/hiperdimensionais que trabalham através de seus fantoches humanos], mas apesar de todas as obstruções, a Vontade Divina finalmente manifesta-se.” ~ A Mãe, “Obras Completas da Mãe” – Biblioteca Sri Aurobindo

ARMADILHA DA PARANOIA E APEGO ÀS EXPERIÊNCIAS

Eu vejo mais e mais pessoas se tornando conscientes das forças da matrix hiperdimensional e como elas poderiam possivelmente estar interferindo com suas próprias vidas, trabalhando através delas ou através de outros próximos a elas. Isso é encorajador testemunhar, pois a conscientização e a educação sobre esse tema ajudam muitas pessoas a curar e trabalhar através de suas tribulações.

Ao mesmo tempo, eu também vejo pessoas sendo apanhadas em modo de paranoia – ou iniciando o complexo de vítima/culpa.

Muitas vezes, eu também percebo (em algumas pessoas com quem trabalho) que elas realmente não estão lidando com a interferência da entidade, mas com suas próprias projeções de pensamento (baseadas no medo/paranóia) que tomaram uma “vida” própria e tornaram-se “entidades”, por assim dizer, mas não estão diretamente relacionadas com as forças hostis ocultas que interagem de um reino diferente.

Às vezes as pessoas também podem ficar muito ligadas às suas experiências e “história” em um nível inconsciente, enquanto ao mesmo tempo querendo curar e seguir em frente (através de um processo de cura consciente). Este apego inconsciente e contradição interior resulta em uma incapacidade de abandonar/render-se e curar completamente, conforme o ego realmente alimenta marginalmente da experiência, fortemente identificado com ele.

Geralmente, há uma “auto-importância” inconsciente ou um sentimento de “ser especial” no jogo aqui em relação a ter essas experiências que definem a própria imagem de si (isto é, quem nós “pensamos” que somos).

Às vezes, também é apenas um fascínio mórbido subjacente com o tema, e uma parte de si mesmo (a “mente predadora”) que realmente “gosta” do drama se identifica com este assunto. Essencialmente, ele ainda fornece a frequência que essas forças bloqueiam; entretanto, nada disso é reconhecido pela pessoa num nível consciente, o que mostra como é complicado lidar com essas forças para estabelecer um estado de ser soberano corporificado (pleno com limites energéticos).

Eu vejo o mesmo padrão que ocorre na comunidade periférica/OVNI / alienígena, onde alguns pesquisadores e pessoas que tiveram/têm encontros com forças hostis ocultas (em qualquer forma que eles manifestam, e nomes específicos que lhes damos) estão sendo apanhados em uma visão de túnel/limitada, e tendem a “esquecer” ou perder o ponto de essencialmente transcender as influências ocultas/interferência através do autotrabalho esotérico sincero, incorporação e ancoragem a uma frequência mais elevada.

Embora seja obviamente importante entender o “modus operandi” das entidades hiperdimensionais e educar a nós mesmos (e outros) sobre isso, precisamos ter cuidado para não dar “a eles” mais poder dando-lhes demasiada “atenção”. Não é um cenário preto e branco e como sempre, cada situação é diferente. Isso também se relaciona com a Armadilha de ficar preso no buraco de coelho da sobrecarga de informação, que eu tenho endereçado AQUI.

“Consideramos o modus operandi da sugestão telepática em detalhes porque ele constitui a base real de todo tipo de ataque oculto. Seja uma entidade desencarnada, um ser de outra ordem de evolução, um demônio do Abismo, ou simplesmente a alma em pânico de um amigo egoísta, apegando-se à vida da forma, independentemente das consequências, em todos os casos o âmbito de abertura é o mesmo.

Até que a aura seja perfurada, não pode haver entrada para a alma, e a aura é sempre perfurada de dentro pela resposta do medo ou desejo indo para a entidade atacante. Se pudermos inibir essa reação emocional instintiva [a consciência não-reativa de ponto zero, fundamentada no corpo-incorporado/ancoragem da alma], a borda da aura permanecerá impenetrável e será uma defesa tão segura contra a invasão psíquica como a saudável, e a pele intacta é uma defesa contra a infecção bacteriana.” – Dion Fortune, “Self-Defense psíquico – o manual de instrução clássico para proteger-se do encontro ao ataque Paranormal”

“É para que elas [as sugestões hostis] devem ser consideradas – sem interesse, com indiferença. Isso elimina a necessidade de luta constante, que é em si uma forma de interesse, e é tão desanimador e mais para essas sugestões. Pensar demais nas Potências hostis é trazer sua atmosfera. É preciso reconhecê-las quando elas vêm e repelí-las, mas pensar muito nelas, temer, esperar ou cuidar delas é um erro [pois as convida].

É melhor não se preocupar com as forças hostis. Mantenha a sua aspiração [ao Dvino, sua presença corporificada do EU SOU] forte e sincera. Se você começar a se preocupar com as forças hostis, você só fará o caminho mais difícil.

A pior coisa para a sadhana (pratica espiritual) é entrar em uma condição mórbida, sempre pensando em “forças inferiores, ataques.” 

Se a sadhana (a pratica espiritual) parou por um tempo, então deixe-a parar, permaneça quieto, faça coisas normais, descanse quando o repouso seja necessário – espere até que a consciência física esteja pronta. 

Minha própria sadhana quando era muito mais avançada , costumava parar por meio ano. Eu não me insurgi sobre isso, mas permaneci em silêncio até o período de vazio ou maçante ter acabado. As forças adversas se aproveitam de qualquer perturbação desse tipo, pois abre, por assim dizer, uma passagem para sua ação.

O medo é a única coisa que nunca se deve sentir diante delas, pois as torna ousadas e agressivas. Além disso, o medo, atrai a coisa temida – deve, portanto, ser jogado fora completamente.

Acontece assim com todos, desde que não haja a realização (siddhi) positiva de transformação pela qual se torne contrária à própria natureza do instrumento responder a essas vibrações – porque elas se tornaram estranhas a ela. Até então tudo depende da vigilância da consciência e da sua vontade. A repetição da resposta não aumenta a dificuldade – só retarda o esvaziamento das forças invasoras.” ~ Sri Aurobindo, Cartas Sobre Yoga

CONTINUA…  (SINCERIDADE E AUTO-HONESTIDADE RADICAL)

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO – https://lecocq.wordpress.com
https://veilofreality.com/2017/01/29/the-perilous-path-towards-awakening/

Tradução Vilma Capuano – vilmacapuano@yahoo.com.br

SE A ESTAÇÃO NÃO TE AGRADA, MUDA DE FREQUÊNCIA!

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Claudia Rocha
22 de abril de 2017  

Durante toda a vida nos disseram para encarar a realidade, porque fatos são inegáveis quando estão diante dos nossos olhos.

São as pessoas mais convictas desta premissa que se riem quando lhes dizemos: “tu crias a tua própria realidade.”

Se a Estação Não te Agrada, Muda de Frequência!

Aquilo em que nos focamos, atraímos para a nossa experiência. Quanto mais pensamos em algo, maior isto se torna e mais presente fica na nossa vida.

As pessoas que falam muito de doenças por exemplo, e cujas palavras são oferecidas com grande carga emocional, atraem para si exatamente isso. Falam de doenças, ficam doentes, depois reclamam que ficaram doentes e a doença volta.

É um círculo vicioso que muitas pessoas vivem, apenas pelo fato de terem o paradigma de “se é verdade, devo falar nisso”.

Então elas falam, explicam e tentam chegar a conclusões. Falam de outras pessoas que vivem a mesma coisa e juntas formam um clube, que tem em comum a mesma vibração negativa, neste caso a vibração que atrai a doença.

Não estou a ofender ninguém, apenas a dar o exemplo do que acontece quando, em casos extremos, damos a atenção total ao que está a acontecer. Quanto mais falamos nos problemas, mais estes persistem.

O mesmo acontece com as bênçãos – quanto mais agradecemos por algo ou apontamos algo positivo, mais este é salientado e mais se repete.

Mas quantas pessoas é que vocês conhecem que costumam dizer bem de tudo e mais alguma coisa?

No meu caso, a maior parte de amigos que tive em toda a minha vida sempre teve o terrível vício de falar mal de tudo: de outras pessoas, de como vai a sua vida, reclamar do país, do trabalho, do dinheiro, etc.

Eu, por referir que apenas me dou com pessoas assim, tenho como consequência conviver apenas ou maioritariamente com pessoas que só reclamam.

O que posso fazer é começar a mudar as minhas palavras acerca deste assunto, e ser mais positiva em relação às pessoas com quem convivo.

A frequência em que me encontrava fez com que atraísse seres que condizem com esta vibração. As conversas que têm comigo confirmam os pensamentos que tive durante um prolongado período de tempo.

Toda a gente com quem falamos revela a conversa que temos conosco mesmos. Se entram para a nossa vida pessoas negativas, mesmo se temos feito o maior esforço para mudar a nossa frequência, é porque ainda há algum hábito mental que perpetuamos e que mantém a manifestação deste tipo de convívio.

O que podemos fazer é mudar-nos, escolhendo manter a positividade e relaxar, mesmo se ouvimos uma versão da realidade de outro alguém, que diz que essa é a única realidade que existe.

Não existe uma pessoa “realista”, porque existem infinitas versões da realidade que é possível para cada um.

Nós, que sabemos que criamos a nossa vida e adquirimos este conhecimento, não podemos voltar atrás. Não dá para dizer que escolhemos o que vivemos se continuamos a duvidar de que tudo é possível e que podemos ser tão felizes quanto quisermos ser.

Por isso, se alguém te diz para encarar a realidade e acha que sonha alto demais, não acredite nessa pessoa. Escolhe focar-te com ainda mais persistência no que desejas.

Aqueles que parecem querer pôr-nos para baixo são simplesmente mensageiros do Universo, de que podemos fazer melhor, que podemos sintonizar-nos ainda mais alto, e atrair as circunstâncias, pessoas e ideias que são resultado da nossa expansão.

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Direitos Autorais: Claudia Rocha
http://www.vibe–high.com/
Autora do blog Vibe High: reflexões, dicas e processos para utilizar a Lei da Atração com sucesso na sua vida.

A ESCRAVIDÃO HUMANA E O VEGANISMO

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Texto de: Michele Martini e Thiago Strapasson
18 de abril de 2017  

Tenho lido e relido a mensagem do amado pai velho, mas ainda assim só o que vejo são as pessoas serem movidas como gado, serem tratadas como escravos e colocadas em um patamar de igualdade, mas em posição inferior, como se fossem números, a contar mais um $ para o faturamento do mês. O que vejo são as pessoas que não rendem tantos $, serem descartadas ao léu, como se fossem aquele gado que não mais oferece o seu suprimento (carne ou leite) para aquele que o explora e consome o seu produto.

Sob essa ótica, ampliei o campo de visão, que me fez compreender o porquê da existência do veganismo. O que move alguns ativistas a cometerem atos de vandalismo e até violência, movidos pelo sentimento de injustiça que nasce no coração quando veem um ser vivo, ao qual dedicam o olhar amoroso, ser tratado dessa forma.

Como fazer então para controlar essa revolta no coração, que faz compreender o motivo de tanto sofrimento, e que vamos levando por várias encarnações como um sentimento de insatisfação com a própria vida, contra o sistema onde vivemos?

Como mudar esse patamar, como mudar essa realidade que se apresenta a nós, de forma efetiva, e sem violência ou revolta?

O pai velho ensinou que, estando na senzala, podemos levar a luz, podemos pitar o nosso fumo, e deixar para lá todo esse quadro de sofrimento que se apresenta diante de nós. Pois apenas passamos a focar em algo pequeno, e é até onde podemos alcançar para que possamos de fato fazer algo a respeito do que nos corta o coração.

O sentimento que aparece é de fugir da senzala, ou permanecer nela sendo taxados como loucos, radicais, contraditórios em vista de tudo o que as pessoas consideram como normal e saudável. Nós começamos a absorver todo esse sofrimento, pois alimentamos dentro de nós o sentimento de revolta.

Mas e se simplesmente fizermos o que o pai velho ensinou? Pitar o nosso fumo, e deixar para lá o sofrimento, escolher não olhar para ele, e sim olhar para o nosso interior, encontrar a nossa luz, e então dessa forma passarmos a viver na nossa luz?

Seremos a luz maior ainda a irradiar dentro da senzala, e que vai de fato iluminar as vidas daqueles que não precisam de alguém revoltado a comprar a sua causa, mas sim de alguém para acalentar os seus corações.

Alguém que observe o seu sofrimento, e com amor estenda a mão, ajudando a passar pela estrada nebulosa da vida de sofrimento, mas que faz parte da história daquele Ser. E que se faz parte, alguma lição terá, e, portanto, a nossa revolta não seria apenas contra o sistema, mas sim contra o fluir natural da vida daquele ser, que está apenas a trilhar a estrada dele, a que ele escolheu.

Por muitas vezes, vemos as pessoas sofrendo, serem levadas como escravas de um sistema que tenta impor as regras para as suas próprias vidas, mas na verdade apenas elas estão trabalhando a cura através da experiência. E quando olhado através dos olhos da matéria, vemos apenas sofrimento, mas que na verdade ali há muita luz. Assim como me ensinou a Mestra Rowena, que veio lembrar o quanto somos luz, e agregamos elementais em nossa volta, a caminhar conosco, para nos dar todo o suporte para conseguirmos atingir o nosso objetivo, que é o aprendizado.

Assim como os elementais, o papel importante é daquele que apenas está ali a dar o suporte. Mas não aquele que se rebela contra o sistema. Uma visão que me veio agora é engraçada, imagine um bando de duendes, elfos, fadas e salamandras a se rebelar contra o sistema? O protesto dos duendes! Hahahha

Realmente diante dessa visão começo a entender o amado Pai José pitando o seu fumo no meio da senzala durante a época da escravidão, sem se deixar envolver pelo sofrimento, e apenas ali, disponível para aliviar o sofrimento daqueles que estão ainda envolvidos nessa ilusão, na mesma ilusão que muitos de nós estamos envolvidos.

A rebeldia pode nos levar, por várias encarnações, a buscar vingança, levantando a bandeira da justiça, mas que, quando vemos todo o estrago que cometemos, começamos a perceber que nos tornamos os criminosos e deixamos de ser os mocinhos. E então viemos novamente para resgatar e tentar compreender esse processo.

Essa é a oportunidade da cura, da minha e de tantos também, que estivemos sim envolvidos em meio a ambientes e situações, dentre várias encarnações, e muitas vezes na atual também, onde percebemos a injustiça ocorrer, a escravidão mascarada que ainda faz parte da nossa realidade, tanto de pessoas como de animais. A humanidade não apenas escraviza os animais, mas também está escravizada, pela própria mente, que faz com que nasça a rebeldia, a contradição, a revolta, e é de onde nasce o sentimento de não pertencimento, e que impede de encontrarmos a paz e a plenitude.

Assim como tantos outros, somos os justiceiros, mas também os algozes, somos os pacificadores, mas também os adoecidos que necessitam de amor e de compreensão. Somos aqueles que foram colocados dentro de uma realidade para que seja compreendida uma lição. E essa lição todos os pretos velhos vieram nos ensinar, a lição e a estrada da própria libertação.

Pois não foi na abolição da escravidão que ela deixou de existir, e sim perdura até hoje, mas apenas pelas nossas mentes, que fazem questão de se manterem presas nesse pensamento, e que não olha a estrada de luz trilhada pelos pretos velhos, que foram os únicos negros a se libertarem da escravidão. Todos os demais escravos naquela época, os negros, os judeus, os holandeses, todos os que foram vítimas do holocausto, ainda estão escravizados em suas próprias mentes, se não decidirem se libertar desse pensamento que traz tantas lembranças de sofrimento, e que traz também a ânsia por justiça.

Mas quando estendemos as mãos aos nossos algozes, mostrando a eles que podemos pitar o nosso fumo dentro da senzala, levaremos a bomba de amor dentro do olho do furacão, e que realmente será a abertura para que a cura de todos aconteça, a cura daqueles que são os escravizadores, assim como a dos que estão conosco na senzala, inseridos nessa ilusão, onde nos ajudamos mutuamente para tentar nos fortalecer para manifestar um mundo de paz e amor, mas que apenas acabamos nos unindo para sofrermos juntos, sem conseguirmos manifestar alguma mudança, justamente porque apenas estamos compartilhando a nossa dor, e não a nossa cura, estamos compartilhando a revolta contra o sistema, e não o amor para com os que controlam esse sistema. Estamos nos rebelando contra algo que é apenas uma ilusão, e que apenas existe para que exista uma forma de nos libertarmos desse sentimento de escravidão, que trouxemos de tantas vidas que se passaram.

Estamos aqui vivendo a nossa libertação, se aceitarmos seguir o caminho do preto velho, pitando o fumo e seguindo rumo ao resplandecer da luz e do amor dentro da senzala.

Trago aqui essas palavras, meus queridos, pois eu assim como muitos de vocês, estivemos na posição de escravos, fui em uma antiga encarnação uma menina judia, que viu todas as formas de crueldade que podem ser feitas com um ser humano, e que traz à lembrança apenas do sentimento de revolta que é acendido quando observo algum ato de crueldade e escravização de seres humanos, o que um tempo atrás era em relação aos animais, quando criei vários inimigos por me rebelar contra a crueldade e os atos de desamor. Hoje, ao ver a situação que passa o país, a maneira com que alguns trabalhadores são tratados, onde sofrem sentindo-se escravizados de um sistema onde se sentem presos porque necessitam pagarem as suas contas e sustentar a sua família, onde vários estão desempregados, trabalhando de Uber, ou mesmo trabalhado em empregos provisórios, onde são tratados como escravos e assim se sentem, sem ao menos sentir satisfação e alegria naquilo que fazem, mas apenas se sentindo presos, sem terem para onde fugir.

Ao ver tudo isso, corta o meu coração em saber que não há nada que eu possa fazer, que a mim apenas resta observar, pois também faço parte dessa senzala, e assim como ensinado pelo nosso amado Pai José, estou aprendendo a levar luz para auxiliar, em vez de me revoltar, para que eu possa definitivamente contribuir de alguma forma para manter a minha paz e a daqueles que decidirem me observar.

Mas para isso a estrada é longa, a desvinculação de um registro de sofrimento de escravidão, dos prisioneiros do holocausto, é algo que causa reações das mais diversas nos seres humanos, mas que podem ser curadas com amor.

Então, acessando a raiz do sentimento de revolta, percorrendo o fio energético que liga ao registro Akashico, e que mostrará a causa real dessa sensação, poderemos iluminar o nosso registro. E assim faço, e assim farei até que todas as lembranças de sofrimento estejam curadas, até que esse sentimento de revolta seja substituído pelo mais puro amor. E que ele possa ser irradiado a todos na senzala, a seguir o caminho ensinado pelo preto velho.

Então, dessa forma, ainda dentro da senzala, passamos a descobrir a nossa verdadeira identidade, como portadores da luz e da esperança. Ajudaremos a todos levando palavras de amor, sem interferir na caminhada e na escolha de cada um, permitindo que se faça o livre arbítrio, mas seremos apenas a luz, a mostrar como é possível estar aí dentro daquele lugar, mas ainda assim estar dentro de nós mesmos, mostrando como é o outro olhar da vida, o olhar de amor e esperança, de fé e de beleza, de paz e harmonia. Que já está presente ali, mas que se não for encontrado dentro de cada coração, nunca poderá ser percebido no externo.

O nosso papel nesse ambiente, é apenas encontrar esse reino dos céus dentro de nós mesmos, e mostrar a todos o que é a vida real, e não a ilusória baseada no sofrimento e na dor. Mostrar como tudo pode ser mais lindo, tudo pode ser vivido em paz. Mas só poderemos encontrar essa força dentro de nós, ali temos o combustível que nos move, que nos inspira, e que criará a realidade que dali trazemos, que é apenas a manifestação da luz.

Por isso, é tão importante a conexão com o Eu Sou. Antes mesmo dos estudos e das leituras, mas o encontro consigo mesmo, a conexão com essa fonte de luz e de paz e esperança que temos dentro de nós, que nos dará o combustível necessário para nos libertarmos da escravidão da mente.

Encontraremos a porta para sentir a presença Eu Sou que irradia nossos corações, ao nos despirmos das bandeiras de justiça, ao aceitarmos a vida como se apresenta na nossa frente, entendendo que cada um no planeta está vivendo seu aprendizado prático de alma, tendo a chance de demonstrar sua maestria diante das situações da vida. Eis a porta à irradiação da presença Eu Sou em nosso coração, a simples confiança em Deus.

Ao abrirmos essa porta, despimo-nos dos personagens, e nos vemos como aqueles que foram colocados dentro de uma realidade, para que compreendamos a lição aprendida nas escolas teóricas da alma, permitimos a irradiação da presença Eu Sou e de toda sabedoria cósmica de nossa alma, em todas as existências. Ao acessarmos essa fonte de luz, a partir do silêncio interior, ancoramos as soluções de todos nossos problemas, através da libertação da sabedoria da presença cósmica de nossa própria essência.

Sabedoria essa que não é trazida através de palavras, mas sim da irradiação, de sensações físicas, por isso apenas somos capazes de ouvi-la quando nos despimos das bandeiras da matéria, e fazemos como o Pai José veio nos ensinar, permanecendo de forma simples, pitando o fumo, mesmo em meio ao caos.

Pois assim como os nossos corpos são capazes de sentir a energia contida nos registros de sofrimento, também são capazes de buscar as informações de sabedoria, mas para isso precisamos permitir-nos sentir as energias que transpassam as nossas células corporais. E fazemos isso ao nos despirmos do olhar do justiceiro, que tantas vezes se tornou o algoz em razão de uma causa considerada justa. O olhar benevolente permite a irradiação dessas energias, e então, somos capazes de compreender como o Gandhi obteve, em paz, a libertação de uma pátria: apenas ouvindo a presença Eu Sou que guardava em seu coração. Fazendo como Pai José, que se manteve em paz na senzala, como também o Mestre Jesus, que clamou pelos seus irmãos que o crucificaram.

Haverá um determinado momento que apenas a presença Eu Sou será ouvida, a mostrar que o jogo foi compreendido. Mas esse estado somente será encontrado quando formos capazes de escutar essa presença Eu Sou, não através de palavras, e sim na forma de irradiação física, desconectados da mente. A mente necessita estar livre de bandeiras, de causas e da busca pela justiça.

Ao tomarmos contato com essa presença, uma sensação de leveza e bem-estar nos envolverá, sentiremos o frescor que simboliza a entrega para com a vida. Esse é o portal de abertura da sabedoria de nossa alma, a leveza de estarmos ancorados na paz interior, que se converte em sensações corporais agradáveis à alma. Não são necessárias palavras, mas sim apenas a permissão despida de preconceitos e julgamentos.

Nesse estado, toda a história cósmica de nossa essência, que está armazenada em nossos registros, pode ser acessada. Toda sabedoria aglutinada através de nossa intuição, passará a nos mostrar o caminho de engrandecimento da alma na experiência material. Ao acessarmos esse registro, encontraremos aglutinados em nossa memória, todos os ensinamentos que acumulamos nas várias experiências cósmicas de nossa alma.

Necessitamos compreender que não viemos aqui apenas para aprender, mas também para testar os ensinamentos acumulados.

O objetivo da experiência material é testar a sabedoria aglutinada no registro akashico, que dentro do esquecimento e obscuridade da experiência em dimensões mais densas, deve estar transparente, ao ponto de se tornar uma verdade intransponível à irradiação da sabedoria e verdade contida em nossa essência.

No plano maior da existência, a alma testa os seus conhecimentos, aglutinando-os através de experiências concretas, onde comprovam que o ensinamento foi convertido à alma, e não apenas em palavras, mas sim em experiência profunda testada e vivida. Por isso a necessidade das experiências onde aplicaremos a sabedoria em meio ao sofrimento da senzala, mostrada pelo Pai José.

Essa sabedoria cósmica de nosso registro Akashico é compartilhada com a presença Eu Sou, que é uma consciência vinculada primordialmente à nossa Alma. A Divina presença Eu Sou, portanto, está conectada em nós em todas as experiencias encarnacionais, e então essa presença Eu Sou conecta-se a algo maior, chamado de Alma. Há uma troca quando o ser se despe de seus julgamentos e preconcepções, quando recolhe a bandeira da justiça e levanta o sinal da paz. Nesse estado ocorre o acoplamento perfeito entre a alma em sua experimentação, e a presença Eu Sou em sua sabedoria.

Todos os registros cósmicos contidos nos Registros de Alma são compartilhados com a presença Eu Sou, e absorvidos como experiência coletiva, que se converte em luz a toda criação. Por isso, quando decidimos conectar à presença Eu Sou, e irradiamos a luz na “senzala”, estamos também iluminando toda a criação, através da conexão mais elevada da Alma.

Há uma troca, na qual nós aglutinamos experiências à presença Eu Sou, enquanto essa Presença Eu Sou nos irradia com a sabedoria necessária a vencermos a experiência material. É uma troca que somente acontece com aquele que está proposto a buscar o seu silêncio, a sentir os seus corpos e as suas vibrações, a se abrir à intuição além da mente.

Isso é escutar o coração. É permitir que a presença Eu Sou nos irradie em toda a essência de nossa Alma, livres dos conceitos e da visão restrita da matéria.

Assim a Presença Eu Sou se subdivide em inúmeros braços de experiências, todas buscando aglutinar essas experiências ao registro geral.

Então as experiências que vivemos no planeta têm como função nos testar, justamente com os ensinamentos acumulados ao longo das eras. Essas experiências têm a finalidade de afirmar o quanto aglutinamos de experiências em todas as nossas existências, de forma concreta, e não apenas em escolas da Alma, mas sim na vida em prática.

Ao ouvirmos dizer que vivemos em um planeta-escola, devemos compreender que não se trata de uma escola teórica, mas sim prática, onde a nossa Alma deve se mostrar madura, para manter o contato com a presença Eu Sou em qualquer ambiente que estivermos, buscando a Sabedoria Universal, e permitindo que ela irradie em sabedoria resplandecente na nossa experiência física.

Cada braço da Divina Presença Eu Sou, é uma porta que agrega ao Registro Cósmico experiências das mais diversas dimensões. Cada Fractal guarda em seu coração a energia Eu Sou, e recebe em seu registro cósmico o conjunto de experiências monádicas.

O propósito de estar na Terra, é o de se mostrar apto a ancorar essa sabedoria, aglutinada ao longo das eras, mantendo essa sabedoria nos meios mais adversos possíveis da criação.

Os Fractais, extensões da Divina Presença Eu Sou, acumulam no registro universal aquilo que agregará ao todo monádico, que é muito mais extenso do que a simples compreensão cósmica da alma. Mas de nada adianta uma biblioteca fechada, com livros guardados, pois essa sabedoria somente terá valor ao acessarmos esses registros através do silenciar da mente, e então seremos capazes de nos mantermos em equilíbrio em nós mesmos, ainda que em meio à toda a ilusão que transpassa diante de nossos olhos.

Nós nos unificamos através de uma presença única que irradia a nós todos, porém que permite com sabedoria, que cada um busque aquelas experiências que agregarão luz a todos. Mas, ao vivenciarmos essa experiência, podemos buscar essa sabedoria no registro geral, que é justamente o que chamamos de “ouvir o coração”.

Ouvir o coração é buscar a sabedoria Eu Sou, e transformar em experiência concreta aglutinada e testada.

Se compreendêssemos quão extensos podem ser os registros cósmicos agregados à alma, redefiniríamos a nossa forma de viver. Mas isso não interessa à Divina Presença Eu Sou, porque ela deixaria de ter as experiências necessárias à nossa evolução, e nós deixaríamos de testar os conhecimentos acumulados.

A Divina Presença Eu Sou, que guardamos em nossos corações, redefine o nosso propósito, através da reorganização de nossas extensões, quando passamos com louvor nos testes da vida. A nossa experiência não existe, porque ela é a própria unificação de expressões em uma só consciência, sem limites de expressão. A beleza do universo é surpreendente, a magia e a diversidade de experiências incorporadas em um único Ser.

Quando cada Fractal tiver vivido experiências suficientes ao seu desenvolvimento, o único trajeto será a reunificação, porque a alma já estará madura, a incorporar inúmeros planos dimensionais sem que um interfira na evolução do outro. Tudo é observação da presença Eu Sou às suas extensões, que em momento oportuno se reunificará energeticamente em uma única experiência.

Assim é o Cosmo, onde tudo é extensão da Fonte, que é a energia primordial que absorve a gama de experiências em toda a criação.

E assim é.

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Direitos Autorais: Michele Martini e Thiago Strapasson

Fonte: http://www.pazetransformacao.com.br/

A VIDA ME AMA

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Mensagem de Louise Hay
19 de Abril de 2017  

 
“Você é a única pessoa que pensa em sua mente! Você é o poder e a autoridade em seu mundo.” – Louise Hay

De manhã, antes de você sair de casa, olhe-se no espelho, diga o seu nome e, então, diga a si mesmo: “Eu a amo. Eu realmente, realmente a amo.” Este é um passo poderoso para começar o seu dia. Isto opera a magia. No início, pode parecer desconfortável porque, muitas vezes, olhamos no espelho com desaprovação. Só vemos as nossas falhas. Mas se pudermos transformar isto e nos tornarmos uma amiga de nosso espelho, e a pessoa no espelho a nossa amiga querida, então, as coisas poderão mudar intensamente. Somos todos divinos, expressões magníficas da vida, e quando reconhecemos isto, a vida flui mais suavemente.

“Eu me amo exatamente da maneira que sou.” – Louise Hay

Uma das afirmações que estive usando ultimamente é: “A vida me ama. A vida me ama. A vida me ama.” E eu obtenho mais e mais exemplos de como a vida me ama a cada dia.

Isto irá exigir prática, mas o valor disto é surpreendente. Quando você duvidar, lembre-se apenas de que não estamos tentando curar o mundo todo hoje, apenas a nós mesmos, um dia de cada vez. Podemos dar pequenos passos. Uma vez que você esteja realizando esta ação, então, você pode começar a sentir a sua nova autoimagem em sua vida. Em primeiro lugar, a sua mente se sentirá confortável, seu coração se aquecerá e brilhará, e você permitirá que o seu corpo funcione bem. Em breve, a atmosfera ao seu redor estará cheia de pessoas respondendo de uma forma muito mais gentil. São os pequenos passos que estamos dispostos a dar que fazem a maior diferença.

O término do dia é também muito importante porque, seja o que for que você esteja pensando à noite antes de ir dormir, você levará para a terra dos sonhos. E é aí que muitas coisas de cura podem acontecer. Mas se você levar as notícias e pensamentos assustadores do dia para a cama com você, você não terá um bom sono de cura. Assim, aproveite o tempo para ver a beleza em si mesma, diga as suas afirmações em voz alta e, então, vá dormir, acreditando que você está feliz e cheia de amor. Não apenas para si, mas para o resto do mundo.

Se você adquirir o hábito deste novo ritual, então, a vida se tornará muito divertida. Na verdade, eu tenho o meu próprio ritual diário que desejo compartilhar. Quando eu acordo, agradeço à cama e sei que será um bom dia e que todas as experiências serão maravilhosas. Então, eu me dou um pouco de conversa e saio para o mundo, para ver a beleza e o amor que ele oferece. Estou sempre espantada com o amor e a beleza que eu vejo quando eu começo o meu dia desta forma.

No final do dia, eu agradeço o dia por ser o que foi e as coisas que eu aprendi com ele. Antes de ir para a cama, eu posso simplesmente liberar tudo e saber que enquanto estou me aconchegando em minha cama, terei um sono maravilhoso, repousante e profundo à noite.

E, então, eu flutuo, sabendo que: A vida me ama. A vida me ama. A vida me ama.

Com amor

Louise
 
 
Direitos Autorais: Louise Hay

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Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

ESPIRITUALIZAR O EU HUMANO

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Natalia Alba
15 de abril de 2017
 

“O mundo foi feito para o corpo, o corpo foi feito para a alma e a alma foi feita para Deus. Quando se faz essa descoberta e a alma é restaurada em uma cultura desfigurada, achamos o maior tesouro de todos – e está mais perto de nós do que imaginamos.” Ravi Zacharias.

Meus amados,

É com muito amor que o cosmo, este mês, está nos inundando com uma das mais intensas ondas de luz do ano. Na verdade, a nova onda já foi sentida fortemente por aqueles que estão procurando integrar e de modo profundo e consciente essa nova onda em seu ser e em seu corpo, permitindo que essa Luz remova tudo o que não estiver alinhado com a nosso eu divino verdadeiro. Porque, é somente quando começamos a nos libertar de todas as falsas crenças, do eu inferior e de outros impostores, que nosso caminho verdadeiro e nosso ser nos são mostrados.

A purificação do corpo, a restauração de nosso equilíbrio energético e o processo contínuo da integração da alma, que estamos experimentando, no momento, mesmo que a última Lua Cheira – em Libra – trouxesse alguma estabilização, está levando alguns de nós ao ponto de não poder funcionar no mesmo nível conforme costumávamos fazer – tendo severas sensações físicas, em que o nosso corpo resiste em relaxar, assim como em liberar de nosso eu humano todos os resíduos da nossa personalidade 3D/implantes e muitas outras formas de ilusão.

Estamos, no momento, fazendo descer mais Luz de nosso Eu Crístico Divino, experimentando um sagrado casamento entre todos os aspectos de que nós somos – espiritualizando o nosso eu humano, aquele que julga, separa e deixa de amar tudo o que não se reconhece como sendo Um com o Divino. Para espiritualizar e dominar o eu inferior, não temos que ir para lugares longe, buscar fora ou pedir redenção, porque sabemos que, quanto mais nos afastarmos, menos encontraremos as respostas e a verdadeira e necessária cura.

Quando espiritualizamos o eu inferior, caímos em muitos desafios, encontramos as próprias sombras em cada canto do mundo, porque é somente por confrontar e acabar com o medo da polaridade negativa, que começaremos a ressuscitar os verdadeiros seres soberanos que somos, em essência. Espiritualizar o corpo requer observação constante do eu humano, devoção constante, comunhão com nossa alma como a eterna testemunha e a intenção de nos dedicar a servir a Lei do Um, que habita em unidade e amor com o Todo.

Para dominar o humano, devemos nos lembrar de que somos seres divinos soberanos, habitando um corpo humano. Para começar o processo de ascensão física, deve-se primeiro amar com neutralidade, e para que isso ocorra, devemos nos purificar de todos os implantes impostos e crenças humanas que cobriram nossa verdadeira essência, e sentimento de profunda conexão com o Todo. Vocês praticam a compaixão, estando centrados em seu Coração Superior, em todos os momentos, e trabalhando em cocriação com o Todo? Ou estão ainda mantendo a separação, os julgamentos e a falta de amor em relação a si mesmos e, portanto, ao Todo?

Abril, principalmente com os seus muitos planetas “retrógrados”, nos demonstra onde ainda mantemos crenças cármicas e comportamentos que nos impedem de continuar com o nosso trabalho interno de liberação e de integração da alma. Neste momento, muitos dentre nós estão enfrentando muitos desafios principalmente relacionados aos nossos corpos físicos e profundos implantes internos – que estão nos oferecendo a oportunidade de nos liberar de uma velha era de restrição e falta de amor, que experimentamos durante a Era de Peixes. Esse é também um dos principais motivos de estarmos profundamente imersos em uma passagem de liberação de padrões cármicos, ainda ativos em nossos corpos físicos, antes de ressuscitarmos novamente como verdadeiros seres soberanos divinos que todos somos, em essência.

Vênus, para estabelecer um exemplo, por estar em “câmara lenta”, mostra-nos o que rejeitamos, o que ainda não amamos em nós mesmos, o que nos separa, e, consequentemente, se manifesta como falta em nossa experiência física, porque toda a abundância é outra forma de amor, e quando não existe muito amor por nós mesmos, pode nos ser mostrado naquilo que vemos como separado, porque isso é apenas outra extensão nossa, no físico.

Saturno, o senhor do tempo e da responsabilidade, vem para testar nossa força em nosso caminho ascensional, lembrando-nos de que estamos limitados por nosso senso de tempo e espaço, e que é neste domínio humano que podemos agora purificar-nos do velho e construir fortes estruturas no Novo – a começar por ascender no físico, o que pode ser realizado quando, finalmente, assumirmos a responsabilidade por todas as nossas ações, assim como nossos eus passados e presente.

Mercúrio habita em nosso plano mental, dando-nos tempo para que purifiquemos todas as crenças humanas limitadas, que retiram o nosso poder e impedem a experiência de humano mais elevado. Plutão, ao ficar “retrógrado” em 20 de abril, vem testar nosso senso pessoal de poder. Onde vocês colocam a sua atenção/intenção? O que vocês infundem com a sua luz interior, aquilo que pode criar e/ou destruir? Vocês estão utilizando o seu fogo sagrado interno para construir, cocriar e ser o amor que vocês são? Ou estão utilizando toda a sua preciosa energia em situações e com pessoas que não estão mais destinadas a estarem em suas experiências de vida atual?

É durante abril, principalmente durante a Páscoa, que recebemos – novamente – a oportunidade de reivindicar nossa Semente do Eu Crístico e começamos a nos purificar de eons de escravidão e manipulação de massa/controle, principalmente pela religião. Desconstruir nossa personalidade tridimensional não é um processo de um só dia, em que fazemos uma meditação/ativação, e, de repente, começamos a nos sentir como os mestres que realmente somos, em essência.

Desprogramar tudo o que nos foi implantado, desde que nascemos, como dados visuais programados, dentre muitas outras formas de controle mental, não é fácil em absoluto, e sob o meu ponto de vista, isso é largamente manipulado por algumas pessoas que afirmam passar por este processo em alguns poucos dias, ou que podem fazer com que vocês curem ou liberem todos esses velhos implantes – como se pudéssemos apenas deixar de lado séculos de manipulação genética/programação como esta. Para mim, isso é novamente o ego tentando interferir, quando deveria permanecer como observador.

Recuperar a soberania espiritual é essencial para se trilhar uma vida livre de temores e de falta de amor. Porque toda vez que cedemos o nosso poder aos nossos sentidos físico, aos outros ou a outras condições, estamos agindo como seres à deriva, sem esperança. Quando começamos a seguir um caminho consciente de integração da alma e de cocriação, não podemos fazer nada a partir de um estado de falta de poder, porque, quando agimos sob essa frequência inferior, não conseguimos amar, dar e compartilhar desde um autêntico lugar, mas de um de separação e confusão.

Desde o equinócios, juntamente aos eclipses, entre muitas outras coisas, estamos em um período de mudança e transição, que devemos observar como o humano se comporta quando se sente seguro. Vocês se observam repetindo velhas ações de uma forma compulsiva, sem saber por que continuam fazendo a mesma coisa? Vocês se pegam dizendo coisas que nem sequer sentem mais? Se isso acontecer, somente o amor irá curar o que o humano julga e destrói. Se assim for, isso demonstra que ainda existem velhos implantes sendo representados reiteradamente em sua mente humana, que devem ser erradicados, à medida que a sua Presença EU SOU faz descer mais Luz Crística para o seu eu inferior.

O Cristo não é uma força ou um ser externo, trata-se da consciência divina interna, que pratica o amor, a compaixão e a neutralidade em relação a Todos. Essa essência está sempre à nossa disposição, ninguém que tenha força nos deu, mas sim, a nossa intenção consciente de integrar essa essência amorosa, cuja natureza é, e sempre foi, uma de unidade e amor para toda a Criação. Ninguém pode dá-la a vocês porque já é quem vocês são. Ninguém pode redimir-se nem os seus “pecados” e tornar-se puro novamente, e ser um candidato a habitar nessa Luz Crística, porque vocês já são puros, inocentes e livres do “pecado”, visto que vocês se originam da Unicidade para simplesmente experimentar, não o que vocês não são, mas isso que vocês realmente são, Tudo.

O corpo físico está neste momento experimentando, como eu disse no começo, uma profunda transformação, para aqueles que estão integrando conscientemente esta nova onda. Todas as sensações físicas que vocês podem vivenciar, é o seu corpo lhes dizendo que aspectos não estão sendo cuidados e que precisam de atenção/intenção urgente. Porque todos esses aspectos, que vocês ainda rejeitam, e que sofrem, estão prontos para serem liberados do velho para acolher essa luz superior.

Alguns sentirão dores em seu sistema ósseo, sem saber por que, principalmente nas pernas. Isso é o seu corpo lhes dizendo que vocês estão com medo de avançar e confrontar todos os desafios que são necessários para acessar uma nova vida, criada por sua alma em vez de por seu eu inferior. Se vocês sentirem dor nos quadris, estão mantendo ira e insegurança ali, assim como se tendem a acumular sentimentos e negá-los, vocês sentirão opressão em seu timo, chacra da garganta e aumento de peso – pois o seu peso é uma forma (nem sempre, apenas um exemplo) de ser protegido, sob o ponto de vista humano. Tudo isso lhes passa uma mensagem acerca daquilo que deve ser desfeito, tudo vem como uma dádiva, não como uma maldição ou castigo. Porque sempre estamos nos lembrando do amor divino, e, na maioria das vezes, o humano pode apenas fazer isso por esquecer e deixar de amar primeiramente.

Vocês amam todos os aspectos de quem vocês são? Vocês amam e acolhem o seu corpo? Um projeto perfeito de Deus, ajudando-os a vivenciar o reino humano? Ou vocês ainda se dizem como são maus e como as coisas estão indo de mal a pior? Vocês aceitam com gratidão cada simples momento, independentemente do que ele trouxer? Ou vocês reclamam e oram às forças externas para que elas os salvem daquilo que vocês criaram inconscientemente? Todas as respostas estão sempre em Vocês, porque vocês são os únicos que podem caminhar para serem corajosos, ao se confrontar com as suas sombras e começar a ver o que não amam em si mesmos, e, portanto, no Todo, desautorizando os verdadeiros desejos e visões de sua alma de serem ancorados em seu plano físico.

Para ajudá-los em seu processo de integração da alma e da dissolução de mais camadas inferiores, pratiquem a neutralidade, técnicas de respiração, estar presente a cada momento, deixem que o estar presente seja o observador eterno, em vez de o seu eu inferior que julga. E comecem a aceitar que todos os desafios são apenas oportunidades para que vocês descubram o seu verdadeiro potencial divino, força e acima de tudo, para que vocês se lembrem de que Tudo é Um em inocência em relação ao Todo.

Existe uma diferença entre julgamento e discernimento, mas em ambos eu constato algumas percepções egoicas. Por outro lado, quando incorporamos a neutralidade divina, estamos experimentando esta jornada humana, não apenas de uma perspectiva humana, mas de uma perspectiva da nossa alma também, visto que o Eu Divino interno, que ama Tudo e não julga ninguém, porque sabe que escolhemos experimentar muitos cenários diferentes, inclusive o que chamamos de “negativos”, para ajudar a nos lembrar da unidade quando o caos parece reinar.

Neste momento em que estamos prestes a acessar uma nova etapa do ano, o próximo mês, em que estamos passando das profundezas de nossos domínios internos para manifestar as visões de nossa alma em um plano tangível, é essencial que alcancemos essa etapa ao ser renovados e com um novo senso de direção, que se origina de uma profunda comunhão com a nossa alma. É por isso que, ver tudo a partir de um espaço neutro, é fundamental para deixar de rotular as coisas, situações, relacionamentos, nós mesmos e os outros como sendo isso ou aquilo. Porque quando fazemos isso, perdemos todo o senso de divindade, caindo na ilusão, que apenas continua atraindo mais impostores sombrios ou falsos eus/seres egoicos.

Vocês desejam verdadeiramente mudar sua realidade? Desfazer todas as coisas que não estão alinhadas com a visão de sua alma? Comecem a trilhar o caminho do amor por si mesmos, porque é reconhecendo o divino internamente que vocês vão vê-lo no Todo. Se vocês quiserem uma vida repleta de alegria e amor, tornem-se isso. Porque nenhuma força externa vai livrá-los de experimentar o que vocês – como humanos – vieram aqui para fazer. Somente vocês podem liberar todos os véus e as camadas de ilusão que uma vez escondeu nossa soberania como seres divinos.

Se vocês querem trilhar o caminho do amor, preparem-se para acolher as sombras em seu interior e no Todo. Porque a realidade mais elevada em que vocês gostariam de habitar, ama e inclui Todos. Se estão ávidos para se tornar seres pentadimensionais, a unidade deve tornar-se uma sensação constante em sua realidade micro. Se vocês ainda julgam, se ainda se culpam por aquilo que o seu eu inferior não está ainda consciente, se não conseguem caminhar entre suas sombras, então, vocês ainda habitam na dualidade. Então, vocês ainda não estão prontos para trilhar o caminho em que Todos são iguais, seres soberanos da própria experiência de vida, em amor e serviço ao Todo.

Se vocês ainda estão navegando entre os desafios que o nosso profundo senso de polarização traz, então, vocês são abençoados, visto que nenhum de nós veio aqui para vivenciar apenas a luz, pois essa é outra forma de separação, e tudo é Luz. Se vocês ainda se encontram na escuridão, é porque vocês estão perto do fim/começando a descobrir o Verdadeiro Eu Divino interno. Pois somente aqueles que amam o Todo – a luz e as sombras – sem se concentrar apenas na luz interna, entrarão nesta nova oitava superior de amor – graduando-se da Terra com uma profunda gratidão pela dádiva de experimentar esse amor, que sempre esteve dentro de todas as formas de existência/seres, independentemente de sua natureza.

Com amor, luz, escuridão e sempre com um abraço infinito de amor ao Todo,

Natalia Alba  
 
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Direitos Autorais: Natalia Alba – http://www.starseedsoul.com/

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com  – http://www.adavai.wordpress.com