FOLHAS AO VENTO

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Luiz Soares das Terras Nordestinas.

Sou e sempre serei um ferrenho admirador do vento. Com certeza os grandes acontecimentos que a Mãe Natureza faz acontecer, sempre se vale deste indomável e aconchegante elemento.

Não é por acaso que os poetas e compositores sempre usam de suas qualidades para expressar algo, muitas vezes até de uma forma utópica. Vento norte protetor! E quando quiser ele logo derruba os altos coqueiros que devem cair! Vento que balança as palhas dos coqueiros, vento que encrespa as ondas do mar! Na bruma leve das paixões que vem de dentro!
E na condição de gravidade zero, como surfar, como se deixar levar pelo vento?

É preciso deixar fluir a materialidade. É preciso transformar a matéria em energia pura. É preciso mudar a nossa forma de ser e pensar. O pensamento voa como o vento. O pensamento é um mensageiro que não se deixa manipular. O pensamento é autentico e autônomo. O pensamento tem e sempre haverá de ter uma MARCA REGISTRADA.

Simbolicamente acreditamos que para realizarmos tal proeza precisamos de um par de asas. A simbologia nos mantém presos na 3D. É um passo gigante que devemos ter que exercer, para obtermos outra condição de ser e estar em todos os lugares, ao mesmo tempo. Complicado não? Mais que nada. O processo, a tentativa e a determinação pode ter origem dentro de cada um de nós.

Para se deixar levar pelo vento é preciso ter autonomia. Ter confiança em si próprio. Saber avaliar e se projetar sem a interferência da gravidade ou do atrito. Ser um corpo sem peso, sem volume, sem densidade, sem as correntes da materialidade. A forma e todas as nossas características devem ser mantidas e preservadas.  Tornamos-nos fluidos, imagens, forma translúcida, numa unidade de pura luz.

Folhas ao vento podem sim, ser usadas para, de uma forma simbólica nos ajudar a entender e compreender a veracidade e leveza que haveremos de obter. Lembro-me de um filme que foi filmado dentro de um submarino nuclear. Num determinado instante, na iminência de um ataque nuclear, foi chamado a sala de comando, um marinheiro que era capaz de se teletransportar. Assim lhe foi pedido que fosse – como fluido, no alto comando e confirmar a autorização.

Por que encontrei o tema para tentar descrevê-lo neste exato momento? Acredito ser uma necessidade de alertarmos, informarmos e deixar consciente a muitos que leem os nossos escritos. Sinto, salvo engano, que as pessoas ainda continuam presas, amarradas e enfaixadas nestes exatos momentos. Não obtiveram ainda a sua liberdade. Ainda se sentem presos a instruções, orientações, definição para uma ajuda de quem quer que o seja. Enfim, continuam seriamente dependentes e carentes.

A liberdade exige confiança em SÍ PRÓPRIO! A leveza do ser é um processo de adoção da nossa imortalidade. A vida na luz é um dom que buscamos deixar fluir, sair e ser parte de uma unidade – EU SOU. Neste emaranhado simples, porem determinante para a nossa nova jornada, se faz necessário um momento de concentração, de silêncio, de meditação, de apagar ruídos acumulados por muitos e muitos anos, que nos tornou discípulos do medo. A ousadia é um dom que existe dentro de cada um de nós. A ousadia é verbo transitivo direto, como direto deva ser a nossa vontade e determinação.

Portanto não espere dos outros, algo que depende de VOCÊ. O destino não mais existe como algo de fora para dentro; mas, sim de DENTRO PARA FORA. Sejamos autênticos e assim haveremos de curtir e nos tornarmos leves e soltos como as folhas ao vento!

Abraços fraternos do Luiz Soares.  

4 pensamentos sobre “FOLHAS AO VENTO

  1. Pingback: Um pouco mais sobre mim… – Londres Pra Você

  2. Sim Luiz,
    Estou tentando tirar essas feridas de tantas tentativas, para recuperar o perdido, ou talvez o falso perdido. Vou seguir em frente. De dar ouvidos a certas pessoas, já me libertei. Me sinto livre. Espero atingir o meu Alvo.
    Obrigada Luiz.
    Fica com Deus.

  3. Olá Marcela
    Legal o seu comentário. Entretanto algo me chama atenção qual seja: Estou ainda machucada…..Não olhe para traz, não se prenda a momentos inoportunos. O ferro no fogo vira aço. Assim deva ser a nossa caminhada. LS

  4. Muito esclarecedor mesmo.
    Sempre fui manipulada por outros (família mesmo). Quando dentro de mim eu gritava: não é isso que eu quero; só que não sabia o que era.
    Com todas estas leituras a minha mente está clareando mais. O que eu sempre procurava e não sabia o que seria.
    Obrigada mesmo.
    Estou ainda machucada, por dentro, devido a tantas procuras, agora estou enxergando …………

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