MÃE, O SÍMBOLO PERFEITO


 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas

 

Antecipando um dia, que para nós representa não apenas uma data; mas, sim a certeza de que o mundo só será mais mundo, se encontrarmos e fIzermos valer a máxima do amor. Um amor puro, sem interesse, sem limites e ou fronteiras, como o amor de MÂE!

Sou do tipo que reconheço todos os dias, em todos os instantes a importância de uma criatura, que tem por cada um de nós, algo, que a bem da verdade não sabemos perfeitamente definir. Podemos sentir, podemos agradecer, podemos cultivar, podemos imaginar e, com isto valorizar ELA que é por nós, em todos os instantes, momentos e situações.

Naturalmente que ser MÃE não é por um acaso. Naturalmente podemos imaginar que algo aconteceu como forma de possibilitar a fecundação, a gestação, o nascimento e a consolidação do AMOR ETERNO. Assim, independentemente do momento, não podemos ou não nos compete julgar o que aconteceu para que ela, na sua grandeza e simplicidade pudesse gerar e colocar para a vida, alguém que se chama – UMA ESPERANÇA PARA O MUNDO!

Sem qualquer tipo de distinção, pois sei e posso avaliar onde elas se encontram. Podemos achá-las nos mais diversos lugares, desde palacetes até em casebres fétidos na periferia dos lixões. Não importa! O que importa é sabermos enaltecê-las, endeusá-las de carinhos e encantos mil. Por isso mesmo saúdo com gratidão todas as MÂES deste imenso planeta.

Especificamente gostaria de reservar não palavras; mas, um reconhecimento a todas as MÃES do meio rural, especialmente aquelas das Terras Nordestinas. O momento é de aflição. O momento é de incertezas. O momento as leva a perderem noites e mais noites de sono imaginando encontrar a água que já não mais existe. Imaginando encher a panela que já está vazia. Imaginando que a esperança ainda exista, mesmo com o quadro que se delineia nas Plagas Nordestinas.

Ah! Antagonismo que nos prejudica. Ah! Antagonismo que nos maltrata, deprime, nos torna escravos vivos, de uma decisão que nunca acontece. Não devemos culpar o CÉU e, nem tampouco o CRIADOR. A situação se assemelha a frase de Carlos Drumond – “A natureza não faz milagres, ela faz Revelações”! As revelações e soluções são muitas, está dentro da nossa consciência, dentro da nossa visão, dentro da nossa vontade que se transforma, infelizmente em irreversível ilusão.

Parabéns a todas as MÃES deste lindo planeta azul, com especial carinho a todas aquelas, que vivem, sobrevivem e teimam estar no meio rural produzindo para todos.

 

Abraços fraternos do Luiz Soares.

MÍSTICO E REALÍSTICO

Luiz Soares (1986) das Terras Nordestinas

 

No céu claro

Na terra quente

O vento incomoda

As narinas da gente.

Um redemoinho que se forma

Em aspectos específicos

No reino dito dos místicos

Batizado por sertão.

A natureza é bravia

Como um resto, uma cochia,

De outras terras, outros recantos,

Onde a beleza soa num grito

De um canto sem pranto

No coração de um proscrito.

Estranha missão do Nordestino

Que aprende desde menino

Os seus mistérios

Nas causticantes pradarias

Onde a luz que alumia

Queima a pele

Num sol abrasador.

Peito aberto, sentimento profundo,

Visão limitada nas coisas do mundo

Como um rebento, um rebanho,

Uma passarada

Viva, vivida e marcada

Pelos intemperismos das secas

E das enxurradas

Que a muitos destoe, humilha,

Numa espiral maldita, constante,

Contínua e sem fim.

EXATAMENTE

 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas.

 

Uma coisa bonita?

- Amar e curtir todos os instantes da vida.

Um ato de caretice?

- Ter medo de partir.

Um fato que incomoda?

- Um sono mal dormido.

Uma atitude que fere?

- O gosto da ingratidão.

Um pensamento para o mundo?

- Partirei, mas deixarei depositado

todos os meus inúmeros desejos,

neste quarto de despejos

onde um dia eu vivi.

ÁGUA É VIDA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO


 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas.

 

Mais uma vez se repete o drama da Seca nas Terras Nordestinas, mesmo considerando o avanço da Irrigação, das Ciências Sociais e Humanas; e, ainda das Tecnologias de Produção, que permite ao ser humano conviver harmoniosamente com tal adversidade climática, que vergonhosamente mancha a nossa história há quase quinhentos anos.

Jamais acontecerá a reversão tanto dos efeitos como das causas estruturais que humilham o povo nordestino, sem que o país reconheça e busque na velha geografia o fundamento e consolidação das ações que se fazem oportunas. As cidades sofrem é verdade; mas, o verdadeiro drama é sem dúvidas aquelas facilmente registrado no mundo rural e agrícola. Os efeitos são desastrosos para a sobrevivência humana com total destruição dos rebanhos.

Propositadamente não iremos recorrer aos Anuários Estatísticos ou Censo produzido e elaborado pelo IBGE; não iremos buscar o número de brasileiros, brasileiras, mães solteiras, jovens e crianças que teimam honrosamente em reafirmarem os seus vínculos com a terra e a produção agrícola; com os Índices de Desenvolvimento Humano; e, tantos outros indicadores, que sempre nos colocam na condição de miseráveis e dependentes crônicos.

Não cabe, portanto, mas deve ser lembrado os efeitos milenares das secas nas Terras Nordestinas; mas categoricamente afirmar nesta oportunidade, que a causa é de origem climática, envolvendo características químicas e físicas dos solos e a capacidade de aproveitamento e gerenciamento com sustentabilidade, de todos os nossos incomensuráveis e invejáveis recursos hídricos.

Devemos sim, citar exemplos de ilhas exitosas, como os projetos de irrigação em Petrolina/PE; no vale do Jaguaribe/CE; na Chapada do Apodi/RN; no vale do Gurgéia e Janaúba/MG; e, até mesmo no Platô de Neópolis/SE. A própria OEA (Organização dos Estados Americanos) nos seus mais diversos tratados, afirma, deixa claro e faz projeções para um futuro bem próximo, de que só e somente as terras situadas ao longo da linha do Equador serão capazes de produzir alimentos para alimentar uma população mundial que cresce em progressão geométrica.

As ações extrapolam a nossa capacidade de julgar os efeitos da seca; mas, sim, de querer suplantar todas as limitações tecnológicas, absorvendo e multiplicando, numa verdadeira cruzada cultural e política. Devemos sim somar esforços e nos basearmos numa vontade empreendedora, que juntas serão capazes de delinearem a montagem de uma infraestrutura, de caráter intensivo, ocupando espaços, promovendo a inclusão ocupacional, gerando renda, consolidando qualidade de vida com dignidade, cidadania e sustentabilidade.

Sem dúvidas podemos citar o antagonismo que vive o país, dotado de um imenso potencial hídrico. Neste mesmo momento a Região Norte sofre com as inundações, via elevação do leito normal dos rios; enquanto que a Região Nordeste se posta de joelhos implorando água, para a nossa sobrevivência e qualidade de vida. Eis a solução que o Criador nos deixa claro, transparente e cristalino. As obras da transposição do rio São Francisco seria apenas o começo. Sabemos que podemos ainda contar com um dos seus afluentes, no caso o rio Tocantins e até mesmo da própria ajuda do rio Amazonas.

Que tal se conceber um consistente modelo de recursos hídricos, a exemplo dos Estados Unidos, no estado da Califórnia ao fazer a transposição do rio Colorado, transformando aquele Estado num dos maiores celeiros de produção agrícola do mundo; do Chile que sistematizou as águas da Cordilheira dos Andes; da Espanha que construiu aproximadamente oito mil quilÃ?metros de canais; de Israel que racionalizou as águas do rio Jordão e Mar da Galiléia para se transformar numa luz de desenvolvimento sustentável.

Isto sim é que podemos citar como o exemplo do conhecimento humano. Não adianta transferir para o Criador a responsabilidade de modificar o que ele próprio construiu. Não adianta como já o praticamos há muitos e muitos anos, fazendo procissão, rezando missa e fazendo promessas ao glorioso São José, de modo que a sua interferência nos traga chuva.

O período seco com água em abundância modifica a geografia humana. Podemos sim tirar vantagens tanto comparativa quanto competitiva que o fenômeno pode nos favorecer. Enquanto o europeu luta contra o período da neve, que dura praticamente o mesmo período da seca e sobrevive com dignidade; nós, os Nordestinos, praticamente num mesmo período, sofremos as amarguras, as humilhações e as perdas que a seca provoca.

Isto sim, que poderíamos antever como sendo a inteligência humana a serviço do próximo. Os recursos hídricos de que carecemos são materiais e, as nossas causas são materiais na essência da questão. Paremos com esta história de que o Céu virá resolver os nossos problemas materiais. Passarinho para beber tem que voar! Devemos sim, pedir a sua iluminação coletiva de modo a que possamos juntos, reverter, como é possível, tal situação de morte prematura. Podemos sim produzir durante os nove meses e alimentarmos o mundo.

Outros condicionantes se fazem necessários. Não podemos desconhecer a acessibilidade da energia com condições e preço compatível com o nosso custo de produção; não podemos deixar ao largo a vergonhosa taxa de juros cobrada a todos indistintamente; não devemos esquecer-nos da famigerada taxação tributária que leva a morte todos os esforços produtivos e mercadológicos; uma Legislação Trabalhista que trata o pequeno agricultor como sendo um grande e exitoso empresário do petróleo; enfim, de algo que possa concretizar e resolver tais discrepâncias.

O Criador é benevolente; é paciente e criativo na esperança de que possamos nós próprios, tomar as decisões que se fazem necessárias em tempo real e de caráter duradouro. Por fim afirmar que a problemática da seca compete ao homem encontrar a solução que existe, em benefício do próprio homem. Isto é respeito, é cidadania e além do mais é Justiça Social.
Abraços corajosos e afetuosos do Luiz Soares.


 

 


PORQUE HOJE É SÁBADO…

 

 

 Luiz Soares das Terras Nordestinas

 

Para os boêmios que curtem uma noite sem fronteiras, cheia de aventuras, baladas, charadas e enigmas, nada como um sábado!

O sábado é descontração, é uma forma de driblarmos a chatice que nos incomoda durante a semana. O sábado é uma forma de desmontarmos as regras e nos incutirmos nas veredas dantes nunca caminhadas.

Neste dia que se repete podemos ser libertos, termos encontros sem desencontros, testarmos a nossa forma de buscar, mesmo não sendo totalmente correspondidos. É um dia diferente. É uma noite para assumirmos compromissos. É uma noite para reafirmarmos o desejo de estar junto. Enfim, é uma noite onde até os astros se mostram mais autênticos.

Nesta odisseia espacial me vem a lembrança de um trecho de musica: Lua, companheira de desventura, vem clarear a noite escura, me afastando da solidão. Outro momento ao fixar o olhar numa estrela distante, que talvez já nem mais exista, dentro da logística que domina o universo estrelado, teimo em afirmar que ela pisca como querendo me dizer que sou parte deste mistério de inconfundível luminescência.

A cidade no seu burburinho muitas vezes não se deixa levar pelas verdades que o céu estrelado tem a nos mostrar. As luzes ofuscam a nossa capacidade de nos transportarmos para um lugar que só a imaginação pode nos oferecer. Paralelamente não mais andamos pelas ruas, veredas, vielas e calçadas, descompromissados com a pressa de chegar.

Ah! Um céu estrelado nos transporta de volta as estrelas, ao cosmo infinito, como uma energia errante. Um céu estrelado nos lembra a nossa casa, quem somos e de onde viemos. Um céu estrelado é presente, é concreto, é real. Feliz aquele que tem uma estrela para conversar, para trocar confidências, chorar desamores, clamar vexame da felicidade.

Cá com o meu céu sempre límpido e alumiado por um eterno tapete de estrelas, me volto a admirar o Cruzeiro do Sul. A sua assiduidade é marcante. O seu caminhar pelo céu, gradativamente, compassadamente e sem pressa nos transmite calma, mansidão, como um encontro casual. Transportamo-nos e nos encontramos sob a regência da cadência do infinito.

No sertão o sábado é diferente. O sábado representa uma roupa mais vistosa, mais cheia de grife, mais pensada e trabalhada. O sábado é perfume guardado para ocasiões especiais. É paciência para arrumar o cabelo sempre desalinhado que recebe furiosamente o calor solar, durante a labuta no roçado.

O sábado no sertão não exige vale transporte, cartão de crédito, talão de cheque ou pindura numa loja de conveniência. Não existe pancadão ou aquele tipo de exibido com o som enfadonho nas alturas. Não tem pega, cavalo de pau em carrões e motos de muitos cavalos. No sábado no sertão, o som vem dos insetos, o brilho que alumia a estrada vem do vagalume, sob a cadência dos sapos curtindo as margens das lagoas formosamente iluminadas pela lua.

Assim o sábado vai vivendo e vai morrendo sem que o sertão apague o brilho de um domingo que teima em ser apenas verdade. Aos pouco, mesmo com todas as imagens, que o sábado no sertão cria e descria, o ser humano se encontra consigo mesmo. Descobre-se, se encobre quando as lembranças ou situações não lhes são favoráveis.

Mas, por que estou a relatar tudo isto? Por que me transporto para um dia especial da semana?

Ah! Quem sabe se assim não possa reafirmar que o sábado é um dia, um acontecimento que será sempre diferente.  Com certeza o sábado, nestes momentos de reflexão interior possa ser um bom companheiro, para reafirmarmos as nossas convicções para um regresso imediato. Um regresso com a alma e o sentimento do dever cumprido. Enfim, que o sábado seja sempre um dia em que possamos nos sentir filhos da LUZ.

Um ótimo sábado para todos que amam e buscam a FELICIDADE!

 

REGRAS, QUE REGRAS?

 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas

 

A vida não é uma fórmula farmacológica! A vida não é uma lei física! A vida não é uma estrada asfaltada! A vida não é uma reação química! A vida não é um relógio! A vida não é um nascer ou um por do sol! A vida não é a morte! A vida não é um sintoma! A vida não é uma fórmula matemática! A vida não  é a energia quântica! A vida não é teorema, síntese ou antítese!

Po, por que teimamos em rotular a vida? 

É muito fácil imaginar, escrever e publicar um manual. É muito fácil escrever ou publicar um compêndio recheado de regras e mais regras, princípios e mais princípios, enunciados e mais enunciados. Se me jogo de um prédio, desabo. Ora, isto diz respeito à lei da gravidade, que envolve massa, peso, velocidade, força centrípeta e centrífuga, etc. e tal. É isto que mantém o sistema solar. 

O que mais se apresenta na nossa forma de cumprir tarefas, do nosso cotidiano, são as regras ou leis inventadas ou formuladas pelos humanos. Se colocar o dedo no fogo, queima! Se não tomar água o corpo morre. Se não ingerir alimento o corpo fenece. Se não sei nadar afundo. Se não dormir eu não acordo. Se não juntar palavras não escrevo um livro. Se não planto não tenho o que colher. Se não respiro o sistema vem a falir. Enfim, são condições e não regras para a sobrevivência materializada.

Há muitos anos tive a oportunidade de assistir um filme: Sociedade dos Poetas Mortos! Em resumo, uma universidade tentava ensinar os alunos a serem poetas. Eram regras e mais regras, compêndios e mais compêndios, tratados e mais tratados. Era como se existisse um poço puro, cristalino, imaginativo, próprio, específico, que para se enunciar precisa destas pedras. Com o passar do tempo o poço foi aterrado. Matou-se o espírito da liberdade, da criatividade, das emoções e sentimentos puros da nossa individualidade.

Ah! Sim. Os alunos eram obrigados a decorarem e defenderem tais porcarias, sob pena de serem reprovados no curso. E as poesias? Nadica de nada! Matou-se o espírito da inovação. Os alunos eram bloqueados pelas regras. E, se alguém assim o tentasse compor, logo surgia um mundo de críticos para fazer analogia e comparações absurdas. Ninguém julga espírito! Ninguém pode fazer analogia de gestos e intenções com regras furadas!

Em resumo, surgiu um professor que no seu primeiro dia de aula rasgou simbologicamente todos aqueles amontoados de livros. Chegou inclusive a arrancar e rasgar todas as páginas de um tratado histórico. Isto foi um Deus nos acuda no âmbito da Universidade. Por último criou-se nos porões uma sociedade dos poetas onde o conteúdo era o que devia representar. A razão psicológica e não regras acadêmicas para formatar o comportamento humano para a vida.

O momento atual se assemelha em muito ao fato acontecido. Estamos vivenciando uma transição entre o fulgor do espírito, se comparado com o amargor da vida materializada. Ponto Final. Danem-se as regras! Abaixo os conceitos do absolutismo e materialismo comportamental. No mundo espiritual não existem palavras, regras, conceitos e muito menos preconceitos. EXISTEM EMOÇÕES, SENTIMENTOS QUE TRANSFORMA O ÚNICO NUM TODO!

É uma fronteira que muitos ainda não conseguem entender e, muito menos transpor! É uma fronteira que ultrapassa tudo o que somos e fomos. É uma fronteira que não se baseia nem no tempo e, muito menos no espaço. Isto é coisa da terceira dimensão. Para completar o jogo do medo, lá vem o sentido de julgamento entre o suposto bom e o imaginário do ótimo que o comportamento humano teria que se ajustar, estar enquadrado, para então poder ser salvo. Utopia! Pura e perigosa Utopia!

A vida espiritual é a essência da pureza. Da energia que aciona tanto o espaço visível como o invisível. A este enunciado de vida, os olhos não podem alcançar, não podem avaliar, não podem opinar, não podem servir de referencial de julgamento. O olhar é imaterial, por isso mesmo precisa colocar cores, criar forma, materializar para então poder se situar dentro de algo em que o possa se manter. Não somos e nem seremos assim se optarmos pela visão do CORAÇÃO. A visão que precisamos infundir dentro de nós, é a visão da energia pura, sem regras, sem limitações, sem medos.

Preocupa-me sobremaneira o que leio e tenho acessado ultimamente  e, o pior, quanto aos comparativos absurdos que são colocados como sendo “verdades”. Não existem verdades ou mentiras no mundo espiritual. Tudo É. Tudo representa a essência de cada um dentro de um coletivo de amor e respeito próprio. Tudo se pronuncia como verdade coletiva sem que tenhamos de pedir desculpas ou usar o, por favor!

Eis o que estamos procurando evidenciar. Eis o grande momento sublime em que o próprio planeta se prepara para estar preparado, como forma de explosão da vida crística da LUZ UNIVERSAL, DA PAZ UNIVERSAL E DO AMOR ÚNICO E UNIVERSAL.

Que tenhamos a coragem de rasgar tais paradigmas. Que tenhamos coragem de deixar ao largo os compêndios, as fórmulas, as regras e tantas outras palavras e frases que em nada significam para um ESPIRITO PURO, SIMPLES, AMOROSO, REGIDO PELAS LEIS, ISTO SIM, DA VERDADE DO EU SOU! Você é a fronteira. Você é a vitória. Você é a derrota. Você e só você pode compreender quem realmente você É.

Abraços fraternos sem limite, sem regras e sem fronteiras do Luiz Soares.

O GRANDE TESOURO

 Luiz Soares das Terras Nordestinas.

 

Tai, hoje eu tive um sonho, muito nítido e imensamente real. Estava num Ônibus e me deparei com uma pessoa muito importante politicamente falando. Pela sua posição estranhei que estivesse só, sozinha naquela condução. Não tinha aquele aparato litúrgico dos Chefes de Estado, sem governança, sem comitiva, enfim, praticamente sozinha.

A minha reação foi de surpresa. Angustiei-me e, em determinado instante, uma das passageiras emitia um parecer muito crítico e até mesmo desatencioso, cobrando ações do governo para os inúmeros problemas da vida dos governantes. Como sempre tomei imediatamente para mim a responsabilidade de comentar e tentar justificar, que as boas intenções e realizações demandam tempo.

Após o incidente, pude observar detalhadamente a sua feição de abatimento e de tristeza. Ao fazer ou comentar a minha análise recebi de volta um olhar de pedido de socorro. Não precisou de palavras. Não foi preciso transformar aquele drama em conjecturas do sentimento. Senti, neste momento uma força, uma determinação, uma vontade de ser útil, de ser amigo, de ser alguém que pudesse não desconhecer; mas, sim, de poder adentrar e encontrar a paz que tanto desejava.

Durante o breve momento de análise e formação de uma estratégia de abordagem, ela me perguntou para onde estava me deslocando. Respondi que precisava entregar pessoalmente um documento. Então ela disse, ora porque não usar o correio? Prontamente respondi: Tem coisa na vida que não podemos confiar a intermediários! Tem que ser cara a cara, frente a frente, olhando nos olhos e acreditando no coração.

Subitamente, ao chegar ao ponto onde deveria descer, ela disse: Será que neste lugar tem uma Igreja? Não sei, respondi. Então ela disse que iríamos procurar juntos. Ela precisava fazer uma oração, desabafar, chorar e implorar ajuda de quem realmente pode nos ajudar, nas horas das amarguras, das decepções, das traições, enfim, dos instantes dolorosos que sem querer nos deparamos.

Ao chegarmos numa praça visualizamos uma Igreja, a padroeira era uma Santa, Nossa Senhora da Anunciação. Estava lotada, pois havia um tipo de comemoração da paróquia. Ao nos aproximarmos logo ela foi reconhecida e, como sempre as pessoas demonstram surpresa, euforia, tentam se aproximar, tentam conversar; enquanto que, outros emitem sinais virtuais de repulsa.

O padre logo vai fazendo o registro enquanto ela simplesmente caminha pelo corredor e toma assento num espaço não ocupado, em total silêncio. Após insistentes comentários, ela já portando um pequeno terço nas mãos comenta. Vim aqui procurar me encontrar e me colocar sob o julgamento de Deus e da Virgem Maria. Neste momento sou apenas uma de vocês recorrendo através da minha FÉ, uma palavra, um conforto para as responsabilidades que me atormentam como gestora pública de um Estado complicado, apenas isto.

A partir deste comentário o ambiente voltou-se para os seus reais objetivos. Tudo ficou calmo e a liturgia teve prosseguimento. Ela, de cabeça baixa apenas murmurava as suas orações. O terço fluía de uma forma bem rápida e compassadamente. Assim ficou durante alguns minutos. Quando num determinado momento levantou a cabeça como procurando algo no ambiente. Foi um gesto bem especial, foi um gesto que me tocou e, prontamente me fiz aparecer. Ao me ver deu um olhar, um sorrido de alegria e tranquilidade.

Saímos em silêncio. Caminhamos pela praça e, logo comecei a perguntar se poderia telefonar e dizer onde ela se encontrava, pois sabia que aquilo estava provocando muitas apreensões. Então ela disse: Luiz pode telefonar para a minha ordenança. Assim o fiz e imediatamente chegava o batalhão de escudeiros, chamando a atenção de todos que ainda se encontravam naquele espaço.

Já um pouco, propositadamente afastado, senti que algo iria acontecer, como aconteceu. Ela se encaminhou para o local onde me encontrava de disse: Hoje encontrei a felicidade! Hoje descobri a importância de uma amizade! Hoje posso afirmar que o maior dos maiores tesouros que o ser humano pode guardar, bem guardado é o da AMIZADE.

Continuando o momento de alegria, afirmou que a vida só terá um objetivo se nos pautarmos na força, na determinação, na coragem, na presença, na perseverança, nos sentimentos puros, no abraço, no carinho, nos gestos puros de uma AMIZADE SINCERA. Você me serviu de apoio. Você me deu confiança somente com a sua presença. No mais, ao concluir as minhas orações, recebi uma mensagem envolta em belos acordes musicais, com o seguinte dizer: Faça amizades, preserve as suas amizades, contemple as suas amizades, valorize as suas amizades, pois é assim e desta forma que o Céu se pronuncia. Seja feliz!

O registro que faço deve servir apenas para o reforço quanto a AMIZADE, tenho por essa pessoa uma verdadeira admiração. Somos amigos de longas datas, porém nem sempre estamos perto um do outro. Ela com a sua função e eu naquilo que gosto de fazer, qual seja dizer o que penso e fazer o que gosto. É claro, com um detalhe, respeitando e valorizando as pessoas a quem eu AMO e admiro.

 

Abraços fraternos do Luiz Soares.

ROTINA OU DESASTRES

 


 

 

 

 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas.

 
Somos conscientes das mudanças em todos os sentidos, com a transição do planeta para a 5D? Já pensou se tivéssemos a oportunidade de sabermos quando seria a nossa partida e de que forma ou sob quais consequências?

Muito do que se comenta faz parte de acontecimentos ainda registrados em vidas passadas. O primeiro momento nos lembra de Sodoma e Gomorra. Ainda temos vivo o caso de Atlântida e da Lemúria. A erupção do Vesúvio. A existência de um grande meteoro que dizimou a vida dos dinossauros no planeta.

Não me perguntem de que forma existirá a transição tanto do planeta como de todos nós, durante o processo de Ascenção. Não saberia responder e pouco importa que saibamos ou não. O que vier a acontecer faz parte de uma grande limpeza. Paralelamente ainda somos ou estamos vinculados aos desastres, como sendo uma forma de castigo. Também acredito que alguns acontecimentos mudam a forma de comportamento das pessoas e dos governos.

Não me canso e nem me cansarei de afirmar que SOMOS ENERGIA PURA! Não importa o que vai acontecer com tudo que existe na superfície e também no interior do planeta. É claro que devemos também incluir tudo que habita no nosso mundo aquático, além das nossas verdes matas com os seus mais diversificados inquilinos. Entendo que sendo parte de um processo devemos estar preparados para ajudar a quem de nós precisa.

Aprendi que somos construtores. Somos semeadores e condutores de muitos que de nós irão precisar. Não importa qual momento ou qual situação iremos enfrentar. É preciso orar e vigiar. É preciso nos desvincular do conceito de desastre. É preciso evoluir e, a cada dia nos prepararmos mentalmente e espiritualmente para a grande missão que para cada um de nós está reservada.

É preciso nos posicionar no lugar mentalmente, espiritualmente correto. Temos que adquirir a certeza a qual lado deva pertencer! Já vi e sofri as consequências de ter que atravessar cinco anos de seca. Vi a terra esturricar, animais mortos, açudes secos, rio coberto de areia, mata sem folha e flores, o desaparecimento dos pássaros, da vida sem esperança. Melhor seria represar o que a letra da musica diz: Aprendi a dizer não, vê a morte sem chorar.

Depois de tudo isto, o tempo mudou, as pessoas mudaram, os governantes compreenderam que algo deveria ser pensado e executado. O açude encheu, os pássaros voltaram; e, o mais importante aconteceu, a renovação da ESPERANÇA. O que aconteceu no Japão num tempo bem recente pode ser a prova de que a nossa percepção de vida é diferente. Hoje já se fala na reconstrução e, aquele desastre surge apenas como um quadro dantesco na vida e na consciência das pessoas. Eles vivenciaram e nós apenas assistimos.

O sistema solar é um formidável elemento vivo, dinâmico, cadenciado e aplicado nas suas funções. Cada um destes elementos possui uma determinação própria, que ao se somar com os demais existentes no universo, criam a dinâmica dos tempos. Um simples eclipse da lua, em tempos pré-históricos levava as pessoas a sacrificarem seus semelhantes, com o intuito de acalmar a IRA DOS DEUSES! Somos pessoas diferentes, somos esclarecidos, somos iluminados espiritualmente.

A humanidade ainda tem um conceito que precisa ser rapidamente abolido. A ideia da calamidade, as agruras e lamentações dos desastres naturais, enfim, de tudo que venha de onde o ser humano não pode interferir. Isto nos prova o quanto somos pequenos se comparados a tais fenômenos. Naturalmente esta comparação existe dentro dos parâmetros da materialidade. Saibamos que somos filhos do regente maior! Tenhamos consciência de que somos atores, num mundo ou conceito totalmente antagônico do material.

O homem pode até fazer previsões quanto à formação e chegada de um furacão. É verdade. Mas, porque ele não sabe o que ou quem o provocou? Por que o planeta nos presenteia, praticamente todos os dias com acontecimentos maravilhosos sob a ótica da espiritualidade e desastroso se olhar de uma forma materializada? Será que duvidamos da reencarnação? Será que acaba a vida por um soterramento num terremoto? Ou uma morte por afogamento após a chegada de uma onda gigante?

Temos que transpor tais postulados. Temos que vencer um dos maiores males desta humanidade, qual seja O MEDO! Cada um de nós tem um compromisso a cumprir. Cada um de nós tem uma consciência espiritual criativa, renovadora, expansiva e infinita. Deixemos ao largo da nossa existência a idéia de que estamos amarrados a um corpo, a um lugar, a um ambiente.

Se nos considerarmos e nos aceitarmos como LUZ, energia indomável frente aos preceitos materialistas, haveremos de compreender o papel que nos cabe!

 

Abraços afetuosos e corajosos do Luiz Soares.

BATEU SAUDADE


Luiz Soares das Terras Nordestinas.

 
Numa conversa para jogar o tempo fora, aparentemente sem conteúdo ou objetivo específico podemos chegar e relembrar fatos guardados; porém, escondidos nas entrelinhas do alfarrábio mental.

Certa ocasião, curtindo o balanço de uma rede comecei a dar sonoras e belas gargalhadas. Imediatamente, a minha filha mais jovem, Ana Luiza perguntou: Painho tá ficando doido? Então respondi: Oi, por que desta dedução de loucura? Ela afirmou: Você está rindo sozinho! Respondi: Sim, estou sorrindo e curtindo as minhas saudosas e maravilhosas lembranças! Assim enveredamos por uma sequência de acontecimentos, que duraram muitos minutos e até horas.

Retornar ao passado não tão distante nos torna perspicaz e autosuficiente, se acrescentarmos uma boa pitada de humildade. A infância e a juventude são momentos inesquecíveis. São momentos onde a curiosidade e a rebeldia se completam. São momentos de identidade com a nossa personalidade. São momentos de nos encontrarmos com nós mesmos. São momentos de avaliarmos a nossa coragem e vencer conscientemente o medo. São momentos de afirmarmos ou temperarmos a nossa fibra, condição básica para nos transformarmos em cidadãos e cidadãs do mundo.

Nesta odisseia sem fronteiras não podemos e nem devemos generalizar, com relação ao palco ou teatro da vida em que nos encontrávamos. Sabemos existir dois mundos, ambos, queiramos ou não encravados num só espaço, qual seja, o planeta Terra. Então, podemos destacar o mundo, em contato direto com os valores, o ambiente natural; como também, nos situarmos num espaço aparentemente diferente. Será que podemos dizer o espaço rural e o urbano?

Particularmente me sinto mais rural em função das belezas e ambientes vividos. Poderia começar com as brincadeiras. Construir uma baladeira. Fabricar um caminhão. Aprender a remar. Construir uma tarrafa. Montar um espinhel. Navegar utilizando uma vela, numa pequena embarcação. Aprender a pescar. Curtir as delícias de um mergulho do tipo apnéia. Construir um pião. Jogar queimadinha. Fazer e soltar pipa. Construir e descer a ladeira pilotando um carrinho de rolamento. Fabricar e andar de patins. Pegar carona no Bonde sem pagar. Fazer arruaça no cinema no dia do estudante. Pescar na caiçara na maré enchente da lagoa. Botar teteia para pegar siri na lagoa. Mergulhar para pegar ostra no tronco dos coqueiros. Caçar siricora no mangu e nos dias de domingo. Catar massunim na maré seca. Coletar maça de cardeiro no carrasco. Fazer fogueira na noite de São João. Dançar quadrilha nos festejos juninos. Jogar vôlei na quadra do Marista. Jogar futebol nas disputas da Cruzada Eucarística. Mandar recados apaixonados nas festas da padroeira. Mergulhar para tirar sururu na lagoa. Montar a cavalo. Cortar cana. Fazer caldo de cana. Abrir porteira durante a passagem do rebanho. Ferrar bois na pradaria. Acampar as margens de um riacho corredor. Botar covo para pegar camarão. Pular do pé de ingazeira na curva do rio, em plena corredeira. Correr vaquejada. Tentar fazer aboio. Correr atrás de galinha matreira. Tirar leite de vaca e cabra. Admirar e se enamorar da lua. Fazer versos de declarações aos supostos amores proibidos. Jogar bola de gude na calçada. Conduzir junta de bois para desatolar caminhão no corte da cana. Aprender a dirigir caminhão pé duro no transporte da cana. Andar de Maria Fumaça. Cantar e dançar forró nas festas do interior. Curtir o mel do engenho. Observar o matraquear da usina comendo caminhões e caminhões de cana. Montar burro arisco. Cambitar com os peões. Assistir fazer mortalha para morto em chão batido e regado a gole de pinga. Acompanhar defunto na rede a caminho do cemitério. Escutar o canto da graúna e da juriti.

Ah! Quantas lembranças e emoções. Quantas verdades, quanta simplicidade, quantas certezas diante das inúmeras incertezas que a vida me havia reservado. Neste momento me vem à mente uma letra: Andei cantando pelas ruas do passado, criando calo no meu pé caminhador… Lindo não! Inesquecível não! Eu tenho as minhas e, que tal fazer uma retrospectiva das suas? Eis o convite.

Acredito ser este retorno mental, uma forma de encontrarmos tantas respostas que teimam em nos colocar na condição de vencidos, frustrados, depressivos, ignorantes, desamados, incrédulos e até mesmo fortemente desanimados. Diria que tal atitude deva nos colocar na condição de atores e vencedores, de uma forma ímpar, qual seja sem a interferência de ninguém, a não ser de nós mesmos.

Assim devemos encarar a vida e os fatos que se apresentam de forma normal ou de surpresas desastrosas. Digo isto considerando apenas o nosso interior, o nosso íntimo, o nosso bem querer por nós mesmos, a nossa autoestima. Devemos nos considerar como sendo um verbo transitivo direto. Devemos nos comportar como ator que cria uma peça, imagina o cenário e conteúdo, junta pessoas e faz a apresentação num palco, chamado vida.

Neste palco imaginativo temos que admitir a complexidade do somatório de opiniões e gestos contrários, antagônicos e até mesmo contraditórios. Claro, não nos forjamos num só ambiente, num só lugar ou numa só realidade. Temos percepções aparentemente destoantes. Mas, no computo geral aparece um ingrediente bem mais forte, mais somatório, junção que se perpetua de forma coletiva, na busca da felicidade. Assim, uma dose de amor com todas as suas tendências e necessidades, encontra guarida no seio de uma família que se faz, e, que transforma a individualidade em sentimentos crísticos.

Para concluir, eis o que nos disse tão bem, o grande e amigo poeta Vinicius de Morais: A vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros pela vida! Vida longa aos que amam a si próprios, ao próximo como a ti mesmo e, aos incomensuráveis recursos e belezas naturais.

Abraços fraternos do Luiz Soares.

DONS ESPIRITUAIS


 

 

Luiz Soares das Terras Nordestinas

 

Muitas são as interpretações, análises, composições e inquietações oriundas de determinados fatos que acontecem na nossa vida cotidiana, aparentemente sem explicação.

A palavra CARISMA significa “dom”, manifestação do Espírito. Caris (grego) quer dizer “graça”. Pois bem. Os dons são manifestações sobrenaturais concedidas, pelo Espírito com a finalidade de edificação de novos entendimentos, inerentes ao comportamento humano.

Então não devemos confundir “dons” espirituais com talentos naturais. O talento natural é a capacidade que uma pessoa tem de executar algo de modo espontâneo. Podem ser hereditários ou adquiridos com estudo, dedicação e persistência.

Os “dons” espirituais são sobrenaturais na origem e nos resultados. A pessoa que utiliza seus dons naturais ao serviço do Criador, precisa sempre estar atendo à direção vinculada a espiritualidade; ou, melhor dizendo aos princípios crísticos da consciência coletiva.

O nosso infinito amigo Jesus quando aqui esteve e permaneceu por um breve espaço de tempo, usou de todas estas ferramentas, como forma de mostrar, que mesmo habitando entre nós, podia como pode, nos mostrar o quanto nós podemos realizar. Mas, veja e sinta que o mesmo não se afastava da missão espiritual a que se destinou a realizar.

Os dons espirituais são recebidos naturalmente por revelação vinda da essência do Criador. Somente depois de constatados e confirmados é que poderão ser manifestados exteriormente, para a edificação.

O dom não é para uso particular. A pessoa com um dom, não pode e nem deve usá-lo como se fosse proprietária dele, porque é recebido pela graça, é dom nos ofertado pelo Criador. Os dons podem ser recebidos em qualquer ponto da carreira cristica, independente da condição espiritual da pessoa.

A fé é um dom, mas também é um fruto do Espírito. Quando cremos, temos fé no Criador, como forma potencializadora dos nossos inúmeros preceitos espirituais. Esta é a fé Salvadora. A manutenção e o crescimento desta primeira fé nos farão alcançar o fruto que vem da unidade crística, numa unidade pessoal e intransferível.

O fruto da espiritualidade é que nos possibilitará alcançarmos o dom de poder da fé, que é a posse do poder do Criador.

O dom não contribui para o crescimento espiritual, porém, à medida que é exercitado, o crente vai sentindo, cada vez mais, sua responsabilidade perante a obra divina edificada pelo Criador, e verá que a utilidade do dom, dependerá de uma vida de pureza espiritual e dedicações sempre crescentes.

Quanto mais ignorância, mais contraste haverá. Quanto mais nos inteiramos da ciência do amor, mais transmutação dos contrários e afins. Eis porque o anjo em tudo dá graças à essência criativa, pelo advento da Luz, pois somente assim encontrará a felicidade em tudo que realizar. A Doutrina Espírita surgiu como complemento divino nas hostes cristãs. Não querendo igualmente que os novos discípulos do Cristo que ressuscitou sejam ignorantes a cerca dos dons espirituais, Kardec, em momento feliz, denominou-os de mediunidade.

Na Doutrina dos Espíritos, as qualidades mediúnicas são diversas, mas todas oriundas do Criador. Diversificam-se no mundo como dons variados, para a revelação da verdade, ensaiando o roteiro por onde as almas poderão trilhar em busca da felicidade.
Abraços fraternos do Luiz Soares.